Movimento Vidas Negras Importam participa de sessão de novo filme de Lázaro Ramos no SindBancários

Medida Provisória estreia na quinta-feira (14) e será primeiro longa exibido no cinema do sindicato após dois anos de sala interditada

Nem ao menos reabriu e o cinema do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre (SindBancários) já está dando o que falar. O movimento Vidas Negras Importam, coletivo que luta contra o racismo no Rio Grande do Sul, marcará presença no dia de reabertura do Cine Bancários, levando 30 jovens de baixa renda da periferia da Capital Gaúcha para assistir ao filme Medida Provisória, de Lázaro Ramos, nesta quinta-feira (14).

O Longa-metragem é protagonizado por Taís Araujo, Alfred Enoch e Seu Jorge, e conta ainda com um grande elenco de 77 atores, entre eles Adriana Esteves, Renata Sorrah, Mariana Xavier, Emicida, Flávio Bauraqui e Paulo Chun. O enredo se passa num futuro distópico em que o governo brasileiro decreta uma medida que obriga os cidadãos negros a voltarem à África como forma de reparar os tempos de escravidão – a partir desse conflito e da história de amor vivida pelos personagens de Taís e Alfred, o filme debate questões sociais e mistura humor, drama e thriller.

Conforme Ana Guimaraens, diretora de Cultura e Sustentabilidade do SindBancários, a razão de se ter um cinema dentro de um sindicato é justamente o de abrir um espaço formativo de debate e de cultura para os movimentos sociais.

“A responsabilidade social e compromisso com a cultura brasileira do Sindicato foi o que levou a criação do CineBancários e, por isso, não poderíamos deixar de expressar a nossa felicidade em receber o coletivo Vidas Negras Importam para uma sessão de um filme que aborda justamente o racismo e de um forma crítica e criativa”, enfatiza a diretora.

Jovens Negros não vão ao cinema para não serem hostilizados

Conforme Gilvandro Antunes, liderança do Vidas Negras Importam, a iniciativa do sindicato é louvável não apenas por discutir abertamente preconceito racial no momento de reabertura do cinema, mas também por proporcionar a jovens periféricos de baixa renda acesso à cultura.

“Os adolescentes de periferia, em sua grande maioria não vão aos shoppings centers, onde estão as grandes salas comerciais de cinema, porque geralmente não possuem renda, são hostilizados e também por não se identificarem com as grandes produções hollywoodianas, que não refletem nas telas a realidade que eles vivenciam todos os dias”, destacou Antunes,

Para ele, é muito importante ver um sindicato que estimula a cultura nacional.

“Ações como essa, de construir o CineBancários, são fundamentais pois permitem aos adolescentes o contato com obras cinematográficas que refletem a realidade do que é viver no Brasil. É o caso do Filme Medida Provisória, que mostra o que é ser negro no nosso país”, destacou a liderança social.

Texto: Marcus Perez

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