Movimento sindical repudia demissões no Itaú

Reunião do COE/Itaú com direção do banco também debateu banco de horas. Novo encontro será realizado na terça, 15/9

O emprego foi a pauta principal da reunião, por videoconferência, entre os bancários do Itaú e a direção do banco, ao final da tarde da quinta-feira, 10/09. O tema, que já estava programado para ser debatido neste encontro, ganhou importância com as dezenas de demissões de bancários em todo o Brasil, realizadas na manhã da própria quinta. Até por isso, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú começou a reunião reivindicando a suspensão das demissões. De acordo com denúncias, alguns avisos de desligamentos foram feitos por aplicativos.

“É um absurdo em meio à pandemia que estamos vivendo, as demissões mostram o desrespeito do banco com os trabalhadores, que estão se esforçando tanto num momento como este. Alguns deles foram demitidos por telefone, na frente da sua família, ignorando todo o serviço que prestaram”, declarou Jair Alves, coordenador da COE Itaú. “O banco está descumprindo o que anunciou em março”, completou Jair ao se referir ao comunicado do Itaú de que suspenderia as demissões durante a pandemia de coronavírus.

De acordo com o banco, as demissões aconteceram por mudanças no modelo de negócios de alguns processos internos, definidas em 2019 e que não foram implementadas anteriormente por conta da pandemia do coronavírus (Covid-19).

Banco de horas

A reunião continuou com o objetivo de definir um calendário para debater a pauta de negociações. Foi quando o Itaú apresentou os números do banco de horas, acordado durante a pandemia, do fechamento de agências e do turnover no banco.

Depois da apresentação, os bancários encerraram as negociações em repúdio às demissões. A próxima reunião ficou marcada para terça-feira, 15/09.

Fontes: Contraf-CUT, COE Itaú

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