Movimento em defesa dos direitos sociais deixa bem claro recado por democracia: “Não vai ter golpe. Vai ter luta”

Direitos e conquistas dos trabalhadores e do povo brasileiro não são negociáveis. Devem ser ampliados. Talvez esta frase não resuma com precisão o que ocorreu na tarde da quinta-feira, 20/8, nas ruas de Porto Alegre e várias cidades do país. Tentativa de golpe, ódio nas ruas vestido de verde-amarelo. Pois o Movimento em Defesa da Democracia e dos Direitos Sociais levou uma pauta antigolpista às ruas de Porto Alegre e deu a largada para uma jornada que promete muita luta e resistência para preservar direitos e combater ataques como o Projeto de Lei da Câmara (PLC 30) que já tramita no Senado com proposta de terceirização do trabalho.

Diretores do SindBancários e da Fetrafi-RS, junto com bancários da base de atuação de Sindicato do Interior do Estado participaram das atividades que começou com uma Plenária na Igreja da Pompeia logo no início da tarde. “Tivemos uma participação muito boa nas atividades que buscam preservar a democracia, diretitos e combater o retrocesso. Nós, trabalhadores bancários, somos um categoria muito forte. Nos últimos 13 anos, fizemos 13 greves consecutivas. Foram muitas lutas, mas também conquistas bastantes significativas. Obtivemos neste período cerca de 20% de aumento real. Temos que preservar esse contexto favorável de avanços em nossos direitos”, avaliou o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

No Salão de Festas da Igreja da Pompeia, dirigentes de Centrais Sindicais, como a CUT, a CTB,a UGT e NCST, se revezaram na defesa de uma jornada de lutas contra a ameaça de golpe. “Quem quer estragar a democracia no Brasil não são os trabalhadores. Para os trabalhadores a democracia é um valor muito importante. Quem quer estragar a democracia são os capitalistas com política de cortes de salários. Por que o capital ganha dinheiro em qualquer regime. Direito social não se reduz, se aumenta”, disse o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

O presidente da CTB, Guiomar Vidor, alertou para a ameaça à democracia brasileira e para a produção de um clima de golpe que está se estruturando na Câmara dos Deputados com ataque a direitos dos trabalhadores. “Estamos dispostos a construir saída para a crise política e para a crise econômica. Soluções devem ser construídas dentro da democracia. Não vamos aceitar qualquer forma de golpe sem lutar”, afirmou.

Secretário Geral da UGT, Norton Jubelli, propôs que os trabalhadores, junto com as suas entidades representativas, se mobilizem para pressionar os governos do Estado e Federal a buscar soluções para as crises sem atacar direitos dos trabalhadores. “O governo Sartori acha que recessão se resolve cortando salário e vendendo patrimônio público. É o contrário. Crise não existe se trabalhador for bem remunerado”, avaliou.

Para o presidente da Nova Central Sindical (NCST) no RS, Oniro Camilo, o combate à crise econômica passa também pela reforma política. “Na Câmara dos Deputados, 70% são representantes de 10 empresas privadas. Quer dizer que eles fazem no país o que 10 grandes empresas mandam. Claro que essas 10 empresas querem retirar direitos dos trabalhadores para aumentar lucros”, avaliou.

A mesa da Plenária foi coordenada pelo advogado Procurador Geral do MPT-RS,  Ricardo Garcia. Também participaram a ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maria Helena Malmann, o procurador-geral do Trabalho, Luiz Antonio Camargo de Mello, João Pedro Ferraz dos Passos (Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas), Jocelaine Teixeira (vice-presidente da Ajuris), Edson Costa (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – Conic), entre outros representantes de entidades de classe.

Veja fotos da Plenária do Movimento e da caminhada pelas ruas do centro de Porto Alegre.

Após o fim da plenária, a caminhada partiu para o Centro de Porto Alegre. Cartazes, faixas e mobilização marcaram o trajeto. Os participantes enfrentaram chuva e vento para dar um recado direto àqueles que pregam o golpe a qualquer preço e o ataque à democracia. “Não vai ter golpe. Vai ter luta”.

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