Mobilizações impedem trabalho do Santander no sábado

Em protestos contra o Desendivida, SindBancários defende jornada de segunda à sexta

Mobilizações em defesa da jornada de segunda à sexta para os bancários(as) ocorreram em todo país no último sábado, 22. O SindBancários de Porto e Região também foi às ruas para protestar contra o Desendivida. O projeto lançado pelo Santander obrigava funcionários(as) a trabalharem aos sábados – sem horas extras – para renegociar dívidas de clientes do banco.

Com faixas de “Bancários em Luta” e diálogo com os colegas nas agências, “o SindBancários deu voz à indignação dos trabalhadores(as) contra mais este absurdo do Santander que foi a convocação para o trabalho no último sábado (22)”, resumiu o secretário-executivo do SindBancários e empregado do Santander, Luiz Carlos Cassemiro.

Entenda
Os(as) trabalhadores(as) do Santander ficaram sabendo que teriam de trabalhar no sábado pela televisão, durante intervalo do Fantástico no domingo (16). Além de desrespeitar a lei trabalhista, a medida coloca em risco a vida dos bancários(as). Na opinião do movimento sindicato, o Santander deveria fazer justamente contrário reduzir o trabalho presencial e mandar mais gente ao home ofice diante da nova onda de contaminações de Covid-19. “Ao invés de aumentar a exposição dos trabalhadores, o Santander deveria proteger a saúde dos bancários(as). Mas o banco está preocupado mesmo é com o próprio lucro”, alerta Cassemiro.

Mobilização Nacional
A mobilização foi chamada em todo o Brasil pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) como um protesto contra o Santander, que de uma vez só, descumpriu a Convenção Coletiva dos Bancários e a Consolidação das Leis do Trabalho. “É um grande desrespeito e abuso!”, aponta Cassemiro.

“Mais uma vez, o Santander descumpre leis brasileiras, desrespeita o movimento sindical e, principalmente, os trabalhadores, que já estão expostos ao vírus da Covid-19 durante toda a semana e, agora, são forçados a se expor também aos sábados, o que aumenta o risco de contágio deles e de suas famílias”, disse a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias, se referindo à Lei 4178/1962, que extinguiu o funcionamento de bancos aos sábados, e à nova disparada dos casos de Covid-19 no país.

Desendivida de verdade
Sem consultar o movimento sindical ou os trabalhadores, que são os maiores prejudicados, o banco lançou a campanha e colocou os bancários para atender os clientes aos sábados.“Ao invés de prejudicar seus funcionários, bastava reduzir tarifas e juros, parar de direcionar o crédito para clientes ‘rentáveis’, parar de demitir funcionários e aumentar seu contingente de pessoal para atender os clientes durante a semana. Esta seria a verdadeira campanha de desendividamento”, explicou Lucimara.

Imprensa do SindBancários com informações da Contraf-CUT

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