Mobilização dos servidores e oposição derrota governo Sartori e nenhum projeto é votado na Assembleia Legislativa

Os servidores e trabalhadores das estatais comemoraram na Praça da Matriz o resultado da convocação extraordinária da Assembleia Legislativa do RS, encerrada no final da tarde da quarta-feira, 31/1, em Porto Alegre.

Nas três sessões realizadas desde segunda-feira, 209/1, cada uma com quatro horas de duração, o governo Sartori e sua base aliada foram derrotados, pois não conseguiram votar o PLC 249, que autoriza a adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), e as três propostas de emenda à Constituição (PECs) que retiram a obrigatoriedade do plebiscito para a privatização da Sulgás, CRM e CEEE. Trata-se de um pacote de maldades contra o povo gaúcho.

A vitória foi possível com a brava luta das bancadas de oposição (PT, PCdoB e Psol) e dois deputados do PDT, que se revezaram na tribuna e usaram os recursos regimentais disponíveis.

“A unidade e a mobilização dos servidores e trabalhadores das estatais e a combativa oposição na Assembleia evitaram a votação dos projetos do Sartori, que são lesivos ao patrimônio público e aos direitos do funcionalismo e do povo gaúcho”, afirmou a secretária de Formação da CUT-RS, Maria Helena Oliveira. “Estaremos de volta na próxima terça-feira nas galerias e na Praça da Matriz para continuar defendendo os direitos, as estatais e o futuro do Rio Grande”, salientou.

“Foram dias de intensa luta, não arredamos o pé da Praça da Matriz e da Assembleia Legislativa. Saímos vitoriosos. Mas estejamos atentos, pois, na próxima semana, se o Regime de Recuperação Fiscal for à votação, precisaremos fazer a resistência novamente. Obrigada a cada um e a cada uma que defendeu, junto conosco, os nossos direitos e o nosso Estado”, destacou a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.

Nesta quinta-feira (1º), o ano legislativo começa com sessão solene de eleição e posse da nova mesa diretora da Assembleia para 2018. Conforme acordo de rodízio na presidência entre as maiores bancadas, o deputado Marlon Santos (PDT) deverá ser eleito para o cargo, substituindo o deputado Edegar Pretto (PT).

 

A Fetrafi-RS e os sindicatos federados estiveram presentes nas mobilizações em frente à Assembleia para defender o patrimônio público dos gaúchos. Antes da consolidação da derrota do governo na casa legislativa, a diretora da Fetrafi-RS, Denise Falkenberg Correa, explicou as consequências para o povo gaúcho, caso tivessem sido aprovadas as medidas de regime de recuperação fiscal do governo federal e as Propostas de Emendas à Constituição (PEC) estadual para que a CEEE, Sulgás e Companhia Riograndense de Mineração (CRM) pudessem ser privatizadas sem a necessidade de plebiscito. Assista ao vídeo.

Informações: CUT-RS

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