Golpistas de extrema-direita atacam a tiros a Marcha das Mulheres Negras em Brasília

Tiros e agressões físicas e morais marcaram a Marcha das Mulheres Negras, na tarde da quarta-feira, 18/11, no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília. A Marcha, reunindo mais de dez mil manifestantes de todas as partes do país, terminou em conflito e mulheres feridas, depois que militantes de extrema-direita, acampados em área proibida em frente ao prédio do Congresso, ofenderam, agrediram e deram tiros para o alto, em direção à Marcha. “As participantes foram a Brasília para denunciar a violência contra a mulher e o racismo e encontraram, exatamente, violência contra a mulher e racismo”, aponta a diretora do SindBancários, Ana Guimaraens, que participou do evento.

Irritados com a presença das participantes da Marcha, homens acampados em frente ao Congresso – que estavam ali por autorização especial do presidente da Câmara, Eduardo Cunha – passaram a hostilizar as mulheres. Eles pregam o golpe de estado contra a presidenta Dilma e a volta de uma ditadura militar ao país. Em meio a ofensas, violência física e golpes com espetos de churrasco, que causaram várias mulheres feridas, dois dos acampados sacaram armas de fogo e começaram a dar tiros para o alto, em direção às manifestantes.

Armas escondidas

Com a intervenção da polícia militar, os dois agressores armados foram presos. Um deles, policial civil, já havia sido detido na semana anterior por portar arma de fogo, quando foram encontradas em seu carro várias armas brancas escondidas. A ação da PM também gerou vítimas como o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, atingido por gás de pimenta nos olhos, que precisou receber atendimento médico.

marcha_mulheres_negras

Da marcha, que incluiu várias manifestantes gaúchas, do Sindicato dos Jornalistas RS, CUT-RS e Fetrafi-RS, entre outras entidades de trabalhadores e movimentos sociais (foto acima), participaram também muitas crianças e senhoras idosas. “Estes homens que realizaram a agressão são bandidos, atacando com armas de fogo uma manifestação pacífica que prega exatamente o fim da violência”, concluiu Ana Guimaraens.

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