Mercantil: COE define estratégia contra demissões no banco

Neste mês, banco já demitiu mais de 30 empregados. Atos na porta das agências, cartas aberta, carros de som e mobilizações virtuais são algumas das ações definidas pelos empregados

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil do Brasil se reuniu remotamente nesta na sexta-feira, 27, para traçar estratégias de mobilizações e ações políticas e urbanas contra as medidas desumanas do banco, que continua a demitir pais e mães de família em plena pandemia. O encontro contou com a participação de sindicatos de todo o país. Na segunda quinzena deste mês de novembro o banco demitiu mais de 30 funcionários.

Política desumana

“O Mercantil precisa rever essa política desumana de exploração de clientes e funcionários e reassumir o compromisso de não demissão firmado no início do ano. Enquanto não houver essa reversão, continuaremos com nossas ações, tanto nas redes sociais quanto nas imediações das agências e departamentos do banco”, afirmou Marco Aurélio Alves, coordenador da COE do Mercantil.

Desrespeito aos clientes

“Enquanto o banco demite trabalhadores, as agências continuam registrando longas filas e sofrimento de clientes por falta de atendimento bancário. Os funcionários ainda têm que lidar com o assédio moral e a cobrança exacerbada por metas cada vez mais absurdas”, disse o coordenador da COE do Mercantil.

O Mercantil também vem sendo alvo de reclamações de clientes contra a venda casada de produtos, o que infringe o Código de Defesa do Consumidor.

A COE já denunciou essa situação junto ao Recursos Humanos do banco, mas até o momento não houve uma resposta convincente.

Diante ao atual momento adverso enfrentado pelos funcionários do Mercantil, os sindicatos de todo o país vão realizar um Dia Nacional de Lutas em repúdio às demissões e em solidariedade às dezenas de pais e mães de famílias que perderam seus empregos em meio à pandemia do coronavírus (Covid-19). A data, programada para ocorrer no início de dezembro, será marcada por intervenções urbanas, atos nas portas das agências, distribuição de cartas abertas à população, mensagens em carros de som e mobilizações virtuais.

Fonte: Contraf-CUT, com Edição de Imprensa SindBancários

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