Marcando em cima – Sartorão cada vez mais longe da massa

José Ivo Sartori elegeu-se com campanha vazia, procurando passar a imagem de homem comum, apenas um homem do povo, um não-político – o “Sartorão da massa”. Tudo falso: trata-se de um político de carreira (cinco vezes deputado estadual, federal, secretário de estado, prefeito, etc.). Um de seus primeiros atos no governo foi empregar a própria esposa, para quem criou o cargo de “Secretaria de Estado Extraordinária do Gabinete de Políticas Sociais”. Deu também aumento de salário a si mesmo, como governador, e a todo o secretariado. Mas cortou recursos de setores como educação, saúde e segurança. Agora busca aprovar o congelamento salarial de todos os servidores públicos, apesar da inflação. Ao mesmo tempo, quer privatizar as empresas estatais (alô, Banrisul, alô Badesul…) Apostando na recessão, a receita de “massa” do Sartorão abatumou.

Pedaladas federais no caminho certo

A tentativa de desgaste diário do governo federal, via mídia e oposição (hoje, quase a mesma coisa), teve um novo capítulo com a ameaça do TCU de não aprovar as contas do governo Dilma por causa das tais “pedaladas”. Parece que finalmente o governo resolveu vir a público para esclarecer: A) Manobras fiscais semelhantes de governos anteriores, inclusive o de Fernando Henrique, já foram aprovadas pelo TCU. B) As chamadas pedaladas estão de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal e com a Constituição. Ou seja, a bicicleta de Dilma não tinha saído do bom caminho.

Aécio – bola fora toda hora

Em entrevista à Rádio Gaúcha, no início deste mês, Aécio Neves disse que havia sido reeleito “presidente da República”. Infelizmente para ele, não era verdade. Embora não se conforme, o tucano mineiro perdeu a eleição presidencial para Dilma Rousseff, no ano passado. O que ele conquistou foi a reeleição à presidência do PSDB em convenção do partido – toda em clima de golpe. Enfim, a bola fora foi considerada apenas um “ato falho”. Não era. Pois que há poucos dias, em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, Aécio nomeou-se – de novo – “reeleito à Presidência da República”. Pode ser grave.

Zelotes, falcatrua que a mídia não toca

Operação Zelotes. Com certeza você ouviu falar nisso, meses atrás. E nunca mais, não é? É uma investigação da Polícia Federal sobre o megaesquema de sonegação de impostos envolvendo poderosas empresas que subornavam membros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, do Ministério da Fazenda. Com isso, anulavam ou reduziam em muito suas dívidas. O desfalque fiscal chega a R$ 19 bilhões. Agora o Ministério nomeou o diretor de Fiscalização da autarquia para atender as demandas da CPI do Senado sobre o assunto. E sabe por que você quase nunca lê na imprensa nem ouve os comentários de âncoras na TV e na rádio, espumando de ódio santo contra esta corrupção? Porque envolve gente muito graúda: aqui do Sul, nada menos que a Gerdau e a impoluta Rede Brasil Sul de Comunicações. Até a indignação é seletiva.

 

 

 

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