Operação “Zelites”: Bradesco, Santander, RBS, Gerdau…

A sonegação de impostos do Banco Santander chega a R$ 3,3 bilhões. A do Bradesco e Bradesco Saúde atinge a R$ 2,7 bilhões. A informação é do jornal Estado de S. Paulo. À medida que avança a Operação Zelotes da Polícia Federal, sobre a sonegação de impostos por grandes empresas e o suborno de juízes que julgam as contas no Carf (órgão do Ministério da Fazenda), a mídia é obrigada a ir revelando a verdade. A conta-gotas.

Enquanto a Lava-Jato, que tem de tudo, incluindo esquerdistas, é escrachada diuturnamente na imprensa brasileira, a Zelotes – onde só aparece gente fina – poderia se chamar “Zelites”. Através de um bem montado sistema de corrupção, os altos devedores conseguiam reduzir seus débitos e multas em até 90%. O deputado pedetista Afonso Motta, ex-vice-presidente jurídico da RBS, está citado na investigação.

Nardes como um dia depois do outro

Augusto Nardes, o probo ministro do Tribunal de Contas da União que quer porque quer condenar as contas da presidenta Dilma, quem diria, está implicado também na Operação Zelotes… A investigação apontou Nardes como praticante de tráfico de influência no Carf. Como tem foro especial, o resultado da investigação de Nardes foi enviado ao STF. No Rio Grande do Sul, só o Correio do Povo divulga as informações.

Setubal e a legislação trabalhista

A “Agenda Brasil” – conjunto de sugestões de políticas entregues pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, a presidenta Dilma – foi citada pelo presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, há poucos dias. Considerou modestas as medidas. Não citou, por exemplo, a reforma tributária, para que grandes acionistas paguem mais impostos. Defendeu a “necessidade de uma reforma trabalhista”. Disse que existe no Brasil uma indústria de ações trabalhistas. 70 mil. Questionado se isso não se deveria ao constante descumprimento da legislação por grandes empresas e bancos, saiu-se com essa: “A gente se esforça, mas é impossível cumprir a legislação. É muito detalhista”.

Por falar em detalhe: conforme dados da Contraf-CUT, no primeiro semestre de 2015, cada um dos seus 85 mil funcionários proporcionou, em média, um lucro de R$ 140 mil aos acionistas do Itaú, fazendo com que o banco atingisse resultado líquido recorde de quase R$ 12 bilhões.

Britto, Yeda, Sartori

Britto, Yeda, Sartori – a implantação a ferro e fogo do neoliberalismo em plagas gaúchas segue como o grande sonho do PMDB/PSDB. São os governos em que os servidores públicos em particular, e os trabalhadores em geral, mais sofreram e sofrem. Este modelo que, em 2008, levou à falência países como a Espanha, Portugal, Itália – e baqueou fortemente até a economia gigantesca dos EUA, ainda em fase de recuperação (sem falar no triste caso da Grécia) – continua encantando políticos de direita e grandes empresários. Ainda assim, a estratégia sartorial de se fingir de morto, enrolando o povo com frases de efeito e tatibitate, somada ao anti-petismo, funcionou e o levou a ganhar a eleição.

Até que abriu o pacote de maldades – como o parcelamento dos salários – e o sonífero perdeu o efeito. A forte reação do funcionalismo, que pela primeira vez na história do estado bloqueou a entrada dos deputados na Assembleia Legislativa gaúcha, no dia 15, impedindo o parlamento de funcionar e aprovar os projetos do governador, é um exemplo de que, como diz o slogan, a luta continua.

José Antônio Silva

 

 

 

 

 

 

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