Marcando em cima – Não tem salário no RS, não tem água em SP, e segue o baile

Cena 1: Na praça central da Expointer, o governador Sartori de chapéu de palha e camisa quadriculada dança animadamente com sua primeira-dama Maria Helena, ao lado de outra parelha bailante – seu colega de São Paulo, Geraldo Alckmin e a esposa Lu. Todos animados e risonhos. Corta.

Cena 2: Policiais civis e militares, desesperados, mostram o contracheque de R$ 600,00 e perguntam: Governador, como vamos pagar as contas? Como vamos viver?

Cena 3: Nas ruas, falta de policiamento. Bancários, atrás dos caixas, assistem espantados ao aumento do número de ataques a bancos e caixas eletrônicos. Adoecimento e insegurança.

Cena 4: Faixas de protesto em Porto Alegre: “Servidores sem salário!” Faixas de protesto em São Paulo: “Paulistas sem água para viver!”

E segue a dança.

Assalto a banco: recorde negativo do governo Sartori

Para quem acha que os assaltos e ataques a agências, clientes, postos e caixas eletrônicos dos bancos não é tão grave assim e só prejudica mesmo os banqueiros, vale prestar atenção: é muito grave o nível de adoecimento e estresse dos bancários com o aumento deste tipo de criminalidade.

E quando se fala em aumento, confere aí: este mês de agosto 2015 fechou com 34 ataques a bancos no estado, mais de um assalto por dia. É o período com maior número de roubos deste tipo desde setembro de 2006, quando o SindBancários começou a registrar sua estatística.

Quando os bancos cobram juros e taxas escorchantes, quem perde é a população. Quando os bancos são assaltados, quem sai no prejuízo – e com risco de vida – são os bancários. “Simples” assim.

O banco mesmo não perde nunca.

Enquanto isso, Sartori faz o fatiamento dos salários dos servidores públicos, corta despesas como a gasolina das viaturas e não nomeia os novos brigadianos e policiais civis aprovados em concurso. E diz que tá tudo bem.

Pra quem?

Um parlamentar que une e agrega

O líder do governo estadual na Assembleia Legislativa, Álvaro Boessio, em entrevista à Rádio Spaço FM, de Farroupilha, afirmou que servidores públicos são “vadios”. “Eles são vadios. Professores, por exemplo, a metade está em licença-prêmio, não está em sala de aula”. Mais: “Eu era um grande defensor de concurso público. Hoje penso totalmente ao contrário. Hoje tem alguns servidores, não todos, que são vadios”, relatou.

O representante maior de José Ivo Sartori no Parlamento gaúcho não deixou por menos: “Boa parte do funcionalismo não corresponde. E depois que está no cargo quer mandar mais que os deputados”. Questionado por um ouvinte se ele – que, como os demais deputados, ganha mais de R$ 25 mil por mês – estaria disposto a abrir mão de um pedaço do salário para ajudar o estado, garantiu: “O belo salário dos deputados não muda o cenário. Os deputados fazem sua parte, estão brigando para reduzir as suas coisas”.

Agora vai.

 

 

 

 

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