Marcando em cima – Lógica dos banqueiros não prevaleceu

Dando-se um passo atrás para analisar o resultado da greve dos bancários, votada em quatro assembleias em Porto Alegre na noite da segunda-feira, 27/10, pode-se ver que a principal conquista foi a derrota da lógica que os banqueiros queriam instaurar, oferecendo reajuste abaixo da reposição da inflação. Há anos que os bancários tinham aumento real. Assim, os 10% obtidos a custa da greve e da disposição de luta da categoria valem mais pela posição conquistada do que pelo reajuste, já que a inflação do período, pelo INPC, ficou em 9,88%. Nos valores de tíquetes-refeição, auxílio-creche e cesta de alimentação, entre outros itens, o aumento foi de 14%. Vale lembrar que a primeira proposta dos banqueiros, através da Fenaban, era realmente indecente: apenas 5,5% de inflação. Um deboche que só não vingou pela resistência dos bancários.

Sartori, um pai desnaturado?

Na mobilização dos bancários em defesa do Banrisul público, na quarta-feira, 21, com entrega aos deputados de um documento sobre a importância do banco para o desenvolvimento gaúcho, o ponto mais curioso aconteceu durante conversa dos sindicalistas com um representante do governo estadual.

O chefe adjunto da Casa Civil, em pleno Palácio Piratini, garantiu que o encontro do dia 14, promovido pelo governador Sartori, do presidente nacional do banco espanhol Santander com o presidente do Banrisul, não tratou da compra do banco estadual pela gigantesca instituição financeira espanhola.

Mas… fato é que, neste caso, Sartori lembra uma espécie de padrasto casamenteiro e desnaturado, ansioso para se livrar da enteada (o Banrisul), oferecendo-a com um fortíssimo dote a um multimilionário pretendente estrangeiro. Exagero? Pois o secretário-adjunto da Casa Civil não soube explicar o que, afinal, a cúpula do Santander veio tratar com o Banrisul – em tese um concorrente – sob os auspícios neoliberais do governo do estado.

Zelotes dos outros

O jornal Zero Hora, desta terça-feira, 27, dá a notícia de que o filho de Lula estaria implicado na Operação Zelotes, da Polícia Federal, que investiga sistema de fraudes no Carf, do Ministério da Fazenda. Mas a matéria, de pagina inteira, não achou conveniente nem encontrou espaço para citar que a própria RBS – editora do jornal – é, curiosamente, uma das empresas investigadas pelo envolvimento no sistema de corrupção dos membros do mesmo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Junto com a poderosa rede de comunicação, figuram envergonhadamente na lista outros gigantes gaúchos, como a Gerdau e a Marco Polo. Até aparecer o nome do empresário Fabio Luis Lula da Silva (ainda dependendo de confirmação), Zero Hora, RBSTV, Gaúcha e companhia quase ilimitada eram discretíssimos na divulgação da Operação Zelotes. E quem quisesse se informar pelos veículos de imprensa do RS, tinha que ler quase que apenas a Record/Correio do Povo.

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