Marcando em cima – Gaúchos desaprovam Sartori nas maiores cidades

O governo Sartori começa a caminhar para o final de seu primeiro ano já carregando nos ombros uma rejeição entre 70 e 80% dos gaúchos e gaúchas. Pesquisa do Correio do Povo/Methodus mostrou que, das quatro maiores cidades, só em Caxias do Sul (sua base política) o governo estadual tem aprovação de 52,7 por cento – um empate técnico com os que o desaprovam: 47,3%.

Fora de casa, onde já foi prefeito, Sartori colhe desaprovação muito forte. Em Porto Alegre, 80,4 dos moradores são hoje contrários a ele. Em Canoas e Pelotas, 73% das populações não aprovam sua administração.

Nada de enfrentar a crise com crescimento e pleno emprego. O Gringo segue fielmente os mandamentos neoliberais que arrocham salários, reduzem o tamanho do governo e precarizam a saúde pública, a educação, estradas, meio ambiente, ciência, tecnologia e a segurança pública.

O que respinga de perto nos bancários: o mês de agosto registrou o maior número de ataques a postos e agências bancárias dos últimos dez anos. Setembro manteve os índices altos e a violência em outubro já começa de mal a pior.

Jornalismo comparado: para ZH não há greve bancária

Na terça-feira, dia 06 de outubro, o primeiro dia de greve dos bancários em caráter nacional, nada menos que 380 agências bancárias fecharam as portas em Porto Alegre e em mais 14 municípios, abrangidos pela área de atuação do SindBancários. E o restante do estado não deixou por menos: foram 760 agências em que os bancários fecharam os braços.

E aqui vale a pena fazer um pequeno exercício de “jornalismo comparado”, entre os dois principais diários da Capital. O Correio do Povo noticiou na capa a paralisação dos bancários na terça e na quarta-feira (6 e 7/10): “Bancários anunciam que entram em greve” e “Um dia de transtornos nos bancos”. Já Zero Hora, carro-chefe impresso do grupo RBS, não citou o fato em sua capa em nenhum dos dois dias.

Isso é jornalismo?

Quanto vale o trabalho do bancário?

O banco do investimento Lehman Brothers, foi um dos responsáveis e símbolos da grande crise capitalista mundial em 2008, cujos efeitos fazem vítimas até hoje inclusive no Brasil. Pois, ainda na época, em pleno furacão, o banco anunciou a concessão de bônus especiais aos seus executivos-destruidores-de-empresas-e-nações.

Isso lembra, vagamente, o que está acontecendo hoje no Brasil. A maioria dos bancos pretende aumentar em até 81% os ganhos de seus diretores. Ao mesmo tempo, a Fenaban – debochadamente – oferece nesta campanha salarial 5,5% de reajuste aos bancários, o que é apenas a metade da inflação do último ano. Um deboche.

Como diz a presidente do Sindicato dos Bancários de SP, Juvênia Moreira: “Um bancário, com o piso da categoria, tem que trabalhar 17 anos para poder ganhar o que o executivo de um banco ganha em um mês”. Mas, aumentar em 16% (incluindo inflação) o salário dos bancários… aí já é demais.

Não é mesmo?

 José Antônio Silva

 

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