Marcando em cima – Bancários na arena do teatro

Bancários na arena do teatro

Além das atividades sindicais e políticas, inerentes à sua natureza, o SindBancários tem uma longa tradição de incentivo à cultura, tanto para a categoria quanto para a sociedade em geral. Nova confirmação disso foi a assinatura de convênio do Sindicato com o histórico Teatro de Arena de Porto Alegre. Um resultado imediato será a apresentação, naquele espaço, no fim do ano, de espetáculo baseado nas oficinas teatrais que o Sindicato realiza semanalmente. Assim como um show dos vencedores do Festival de Música dos Bancários.

Em 1967, plena e dura ditadura, o Teatro de Arena, na escadaria da Borges de Medeiros, em Porto Alegre, abria suas portas, tendo como primeiro espetáculo “O santo inquérito”, de Dias Gomes. E boa parte da trajetória de arte e política do estado – com destaque para as “Roda de Som” dos anos 70 e 80, que revelaram grandes nomes da música gaúcha – passou pelo Teatro de Arena.

Hoje pertencente ao Estado do Rio Grande do Sul, o Arena vem tendo um 2015 muito pesado, com o corte de verbas do governo Sartori, que fez cair sua média anual de 30 espetáculos para um terço. Agora o presidente da Associação dos Amigos do Teatro de Arena, o ator Hamilton Braga, já começa a fazer planos para comemorar os 50 anos do espaço cultural, em 2017.

Banrisul público, a boa luta

Apesar das manobras e negaceios do governo estadual e seus apoiadores, está cada vez mais evidente que a administração Sartori quer, sim, botar no balcão de negócios a Banrisul Cartões e a Banrisul Seguros – as partes mais lucrativas do banco. Mas para passar nos cobres estes setores, primeiro o governo tem que transformá-los em subsidiárias. O presidente da AL, Edson Brum, garantiu ao Sindicato que não há intenção de vender o banco. Quanto às cláusulas protetivas para impedir a venda das novas subsidiárias, deu apenas um conselho aos sindicalistas: “Conversem com os deputados”.

O blog do jornalista Políbio Braga, sempre próximo dos governos conservadores, já lascou na manchete: “Banrisul venderá empresas de seguro e de cartões logo depois que ambas forem criadas pela Assembleia”.

Só que… há salvaguardas legais para qualquer tipo de venda do patrimônio do Banrisul. A realização de plebiscito é a principal delas. Enfim, nada ainda concluído. A mobilização de todos – a boa luta – pode definir o resultado de mais este ataque.

Cunha vai dando adeus

Ao final do tempo regulamentar, já na prorrogação, o PSDB tomou coragem e resolveu abandonar à própria sorte o seu amigo (e ex-aliado no combate ao governo Dilma) Eduardo Cunha, para explicar o inexplicável – suas contas cheias de maracutaias na Suíça. Os líderes tucanos, que só agora “descobriram” quem é Cunha, garantem que mesmo que ele mantenha o pedido de impeachment da presidenta, não vão mais apoiar o evangélico peemedebista.

É que as evidências criminais contra o deputado são muitíssimo mais consistentes do que as acusações contra Dilma Rousseff, que não tem qualquer indício de desonestidade e são, sim, muito mais de caráter político.

Quem apostou numa carambola política envolvendo a presidência da República e a presidência da Câmara – uma bola bate na outra e ambas vão para o buraco – talvez tenha que guardar o taco para outra partida.

 

 

 

 

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