Marcando em cima – Apagão na segurança da Praça

Apagão na segurança da Praça

A agência central e sede do Banrisul, a agência principal da Caixa Econômica Federal no RS, agências do HSBC, Itaú e o Santander Cultural são algumas das instituições bancárias instaladas na Praça da Alfândega ou no seu entorno, pleno coração de Porto Alegre. A praça também é passagem para a Rua Sete de Setembro, onde se concentra a maioria das instituições do gênero na cidade. Pois bem, há cerca de dez dias nenhuma das oito câmeras de segurança instaladas na praça está em funcionamento. Resultado: recrudesceram os assaltos, trazendo mais insegurança à categoria, aos clientes e aos passantes. O apagão das câmeras só foi divulgado após um funcionário da Rádio Guaíba ter sido assaltado na praça. O sistema, instalado pela Prefeitura, está conectado com o Centro Integrado de Comando e Controle, administrado pela BM. Só falta funcionar.

Corsan e a privatização

Na década passada, o Sindiágua – que reúne trabalhadores do setor de água e esgoto – lançou uma Proposta de Emenda Constitucional com um lema que era, e continua sendo, uma verdade inegável: “A água é um bem indispensável à vida. Não pode ser privatizada”. A PEC não passou, mas a Corsan atua em 324 cidades gaúchas, atendendo mais de 7 milhões de pessoas. E trabalha de modo “cruzado”. Com os recursos da conta de água das maiores cidades atendidas, leva seus serviços aos lugarejos que não conseguem render lucro ao operador, mas precisam e têm direito de beber água tratada e ter esgotamento sanitário. Uma empresa privada faria isso? Superavitária, a Corsan faz arregalar o olho do capital privado e de seus representantes no executivo e no legislativo. E os bancários com isso? Os bancários também precisam deste recurso fundamental à vida. E mais: Corsan, CEEE e o bom e velho Banrisul estão sempre na mira dos privatistas. Defender as empresas públicas é defender a população gaúcha. Simples assim.

Trancada a CPI do HSBC

Enquanto os colegas do HSBC vivem dias de inquietação com a novela da venda dos ativos no Brasil, a CPI aberta no Senado para apurar o escândalo envolvendo as contas suspeitas de quase 9 mil brasileiros na agência suíça da instituição, está virtualmente trancada. Isso depois que parlamentares reverteram decisão de pedir quebra de sigilo de seis envolvidos no esquema. Na lista – não divulgada – sabe-se que boa parte é de donos, diretores e familiares de gigantes da mídia, como Globo, Estadão, Editora Abril e etc. Por sinal, o jornalista brasileiro que monopoliza a relação dos envolvidos é do Grupo Folha/UOL e divulga a conta-gotas o que sabe, de forma seletiva. Já a venda do HSBC no Brasil ao Bradesco ou Santander (conforme as especulações), mobiliza os trabalhadores e as entidades sindicais – como o SindBancários – na luta pela garantia dos empregos e dos direitos.

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