Marcando em cima – A vitória da insegurança pública

Ostentando um recorde negativo histórico do número de assaltos e ataques a bancos e caixas eletrônicos em 2015 – com 248 -, o RS começa a chegar ao seu limite em termos de insegurança pública. Agora não é mais apenas o SindBancários a denunciar o aumento da violência e do medo. É muito mais. O crime organizado espalhou-se por todos os cantos e aspectos do Rio Grande do Sul. E isto está diretamente ligado à política recessiva do Governo do Estado.

Sartori faz de conta que nada vê, e para chegar ao seu próprio “Déficit Zero” joga com a vida (e os bens) de milhões de gaúchos e gaúchas. Sartorão – que não é “da massa” – olha para o lado enquanto um número altíssimo de brigadianos se aposenta. E se recusa a nomear os 2.500 novos soldados da BM e os 650 policiais civis, além de agentes penitenciários e peritos criminais, aprovados em concurso em 2014.

De quebra, “economiza” com condições de trabalho, equipamentos sucateados e até no combustível das viaturas (nem vamos falar aqui do desestímulo geral do funcionalismo com o fatiamento salarial)…

Nesta água mal parada da sua política de (in)segurança, o governador prefere bombar as guardas municipais com “poder de polícia”. Uma alternativa no mínimo arriscada e precária, para driblar a sugestão do prefeito Fortunati, de Porto Alegre, que face ao imobilismo de Sartori recomenda pedir ajuda à Força Nacional de Segurança…

Mas… quando até os comentaristas e porta-vozes da Mídia passam a reclamar da escalada – sem contenção – da violência e da criminalidade, é sinal que o governador deverá, sim, repensar sua política de enfiar a cabeça num buraco. Sob pena de entrar para a História como o responsável, mesmo que indireto, por centenas ou milhares de mortos, feridos e mutilados.

HSBC/Bradesco: alívio aos trabalhadores

O início deste ano trouxe um merecido alívio aos cerca de 450 funcionários do HSBC aqui no estado, com a aprovação pelo Banco Central da venda das operações do HSBC Brasil ao Bradesco. Verdade que a conclusão da operação está sujeita, ainda, à concordância de outros órgãos reguladores, como o Cade, além do cumprimento das formalidades legais.

Mas já vale destacar: a atuação da Contraf-CUT e de outras entidades, em termos nacionais, assim como do SindBancários e da Fetrafi-RS, ajudaram a concretizar uma transição bem menos traumática do que se desenhava originalmente.

Vale recordar que, até alguns anos atrás, algumas unidades do banco inglês haviam fechado as portas no estado. E – cá entre nós – o HSBC, amparado em balanços negativos, já não alcançava aos trabalhadores a sua justa PLR.

Havia outras preocupações. Basta não esquecer que tanto o Bradesco quanto o HSBC foram citados nas operações Weekleaks e Zelotes, da Polícia Federal, por sonegação e outros crimes fiscais.

O desenrolar dos fatos, no entanto, não foi desfavorável aos trabalhadores. Jorge Lucas, diretor do Sindicato e oriundo do HSBC, considerou que a não demissão antecipada de bancários, nos preparativos para a venda, já representou uma sinalização positiva. “A expectativa agora é que o Bradesco possa absorver todos os colegas do banco”, diz o diretor.

Este é o sentimento e o desejo de todos, bancários e sindicalistas, neste 2016.

Texto: José Antônio Silva, jornalista

 

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