Maioria dos sindicatos aprova proposta de aditivo sobre Saúde Caixa, rejeitada em Porto Alegre

São Paulo ainda não computou os resultados, pois assembleia foi suspensa e será retomada na sexta-feira (8)

Empregadas e empregados da ativa, aposentados e pensionistas titulares do Saúde Caixa participaram, nesta terça-feira (5), de assembleias realizadas por sindicatos de bancários de todo o país para deliberar sobre o aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do plano de saúde. Na base do SindBancários Porto Alegre e Região, o acordo foi rejeitado por 57,9% dos votantes.

Embora tenha sido aprovada a proposta na maioria dos sindicatos que realizaram a assembleia (73,6%), é preciso aguardar os desdobramentos da assembleia em São Paulo, maior base sindical da categoria bancária do país. Esta foi suspensa por volta das 11h de ontem por decisão da Justiça, devido a uma decisão liminar pedida por um militante da oposição que impediu a continuidade da votação. Até aquele momento, mais de 1.300 votos já tinham sido computados, com 67% a favor da aprovação do acordo. A assembleia foi remarcada para o dia 8 (sexta-feira).

Para a diretora da Fetrafi-RS e representante do Rio Grande do Sul na Comissão de Empresa dos Empregados da Caixa, Sabrina Muniz, os colegas manifestaram a sua posição com relação à proposta e se engajaram na discussão sobre o Saúde Caixa. “Com relação aos desdobramentos, teremos que aguardar os próximos dias para poder apontar com segurança como fica a situação nos locais onde a proposta foi rejeitada pelos nossos colegas, caso de Porto Alegre. Apesar de ainda aconteceram assembleias até o próximo final de semana, nacionalmente as assembleias indicam a aprovação, bem como no Rio Grande do Sul. As bases nas quais houve rejeição da proposta, dependerão de diálogo com a Caixa para ver como vai ser conduzido o processo”, aponta. “De toda forma e em qualquer cenário, precisamos nos manter mobilizados em defesa do Saúde Caixa e apontar para engrossar a luta em 2024, para que possamos resolver questões importantes que nos prejudicam sobremaneira, como o teto estatutário que limita a participação da Caixa em 6,5% da sua folha de pagamentos e proventos, é justamente por causa deste teto que estamos discutindo déficits no Saúde Caixa e a SEST aponta 2024 como ano possível para as revisões estatutárias em estatais acontecerem”, reforça a dirigente.

Entre os sindicatos com maior base da categoria, a proposta foi aprovada em Brasília, no ABC (SP), Campinas (SP), Ceará, Pernambuco, Bahia, Paraíba, Piauí, Alagoas, Curitiba, Campo Grande, Florianópolis, Espírito Santo e Mato Grosso. Além de Porto Alegre, as bases do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Pará e Acre rejeitaram a proposta.

“Além da garantia da continuidade dos serviços, o acordo resolve o problema dos déficits e mantém os princípios do plano como a solidariedade, o mutualismo e o pacto intergeracional. Mas, ainda restam alguns grandes problemas a serem superados, como a extinção do teto de 6,5% de gasto da Caixa com o plano, a garantia dos mesmos direitos aos contratados após agosto de 2018 e a melhoria da qualidade dos serviços prestados. São problemas grandes e devem ser prioridades da luta em 2024”, observa o diretor do SindBancários Jailson Prodes. “Acredito que esses foram os principais fatores que pesaram para que pouco mais de 26% dos sindicatos no Brasil não aprovassem a proposta, inclusive Porto Alegre. Nos resta investir na mobilização dos trabalhadores, fazer pressão no governo e apostar no diálogo com a empresa para propor medidas que nos levem qualificar e aperfeiçoar o nosso plano”, finaliza.

Imprensa SindBancários

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