Madrugada de guarda da Chama Crioula

Às 3h da madrugada da quinta, 12/9, enfrentando chuva e frio, Piquete dos Bancários cumpriu obrigação cultural mantendo a chama e a história acesas

Há quem diga que a tradição da Cultura da Chama Crioula no Rio Grande do Sul foi inspirada por alguns gaúchos que estavam na Alemanha na Olimpíada de 1936 e se encantaram pelo fascínio que a tocha olímpica exercia sobre a população que se aglomerava nas ruas para vê-la passar.

Outra versão da história diz que a tradição remonta há pouco mais de 70 anos. É de 1947 e ligada ao Grupo dos Oito, ao qual João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes, fazia parte. E há quem diga que se trata de uma referência à fogueira acesa pelo gaúcho que andava pelo Pampa há mais de dois séculos para se aquecer e cuidar do gado.

Esse breve relato de versões da história serviu pra gente dar a importância devida a um evento que o Piquete dos Bancários cumpriu na madrugada da quinta-feira, 12/9. No Piquete, lá no Parque Harmonia, às 3h da manhã, o Piquete fez a “Guarda da Chama Crioula”.

Nossos agradecimentos a Estefane Insabralde e a Luiz Paulo Corrêa, os bravos guardadores da Chama Crioula no nosso Piquete dos Bancários que enfrentaram a chuva e o vento.

O patrão do Piquete dos Bancários, diretor da Fetrafi-RS e bancário do Bradesco, Edson Ramos da Rocha, explica que a Guarda da Chama Crioula é uma distinção e é obrigatória no Acampamento Farroupilha. “É uma obrigação cultural, um símbolo. É mais um elemento da nossa cultura que tem muita história”, explicou Edson.

Contexto histórico

Eram tempos de redemocratização do país. Em 1946, Eurico Gaspar Dutra, coligado com o PTB de Getúlio Vargas, vence as eleições e assume no mesmo dia em que é instalada a Constituinte na Câmara dos Deputados para debater e promulgar a Constituição de 1946. Gaspar Dutra era militar e sucedeu Getúlio Vargas, que veio de 15 anos de governo, enfeixado pelo Estado Novo (1937-1945). As eleições diretas depois de 15 anos davam um ar de mudança e de rebeldia ao Brasil.

Eram tempos também de fim da Segunda Guerra Mundial, o que exerceu influência para a criação do Grupo dos Oito aqui no Rio grande do Sul e para uma atitude improvisada em 1947 e que passou a integrar a Chama Crioula às celebrações Farroupilhas.

Pois reza a lenda que Paixão Côrtes, já falecido e modelo do da estátua do Laçador, num dia de histórica marcha que deu vida à cultura gaúcha como a conhecemo, em 1947, passou pela Pira da Pátria, no Parque Farroupilha, e acendeu um cabo de vassoura nela.

Montado em seu cavalo, Paixão Côrtes desfilou com aquela chama pelas ruas de Porto Alegre, a qual chamou de “Chama Crioula”. Assim, a cultura gaúcha transformou um símbolo nacional “a Chama da Pátria” em um símbolo regional, a “Chama Crioula”.

Para ser te uma ideia da importância dessa marcha do Paixão Côrtes, em novembro de 1947 é criado o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). E, no ano seguinte, o próprio Paixão Cortes inaugurou o CTG 35.

Fonte: Imprensa SindBancários

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