Lucro do Banrisul volta a crescer

Resultado de R$ 320 milhões prenuncia novo recorde com aumento de 31,1% em relação ao primeiro trimestre do ano passado

Faltou pouco para o lucro líquido do Banrisul atingir crescimento de um terço nos três primeiros meses do ano. O resultado de R$ 320 milhões acumulado no primeiro trimestre do ano é 31,1% superior ao mesmo período do ano passado. Mais do que isso o crescimento acena para um novo recorde, graças à eficiência dos funcionários e ao caráter de banco público.

O Banrisul vem de dois anos de recordes sucessivos no lucro. No ano passado, o banco superou a casa do bilhão, registrando R$ 1,1 bilhão de lucro. O resultado operacional cresceu 9,6%, alcançando R$ 461,1 milhões, enquanto o pagamento de impostos, graças a mudanças na legislação, caiu 27%, para R$ 107,4 milhões.

Os maiores ganhos vieram nos derivativos, que haviam dado prejuízo de R$ 70 milhões no primeiro trimestre de 2018 e, agora, geraram lucro de R$ 7,5 milhões, e nas operações de câmbio, que cresceram 132%, chegando a R$ 63,5 milhões. As receitas com operações de crédito cresceram quase 1%, chegando a R$ 1,606 bilhão.

Ao todo, as receitas com intermediação cresceram 5,6%, alcançando R$ 2,264 bilhões. As receitas com tarifas e serviços bancários também cresceram 2%, chegando a R$ 490,7 milhões, representando 17% do faturamento do Banrisul.

A as provisões para créditos de liquidação duvidosa diminuíram 6,5%, limitando-se a R$ 285,4 milhões. Essa provisão é feita quando há atraso significativo nos pagamentos de empréstimos por parte dos clientes. A boa notícia é possível porque a inadimplência acima de 90 dias se manteve estável em relação a dezembro, na faixa dos 2,56%, muito abaixo dos 3,43% apurados em março de 2018.

Na carteira de crédito, o desempenho segue ruim na ponta das pessoas jurídicas. O total de operações com empresas ao fim de março chegava a R$ 6,063 bilhões, queda de 8,7% em relação a março de 2018 e de 2,6% em relação ao fim do ano passado.

Na pessoa física, porém, onde o banco afirma ter focado em produtos consignados e no público universitário, a carteira em março totalizava R$ 19,3 bilhões, volume 18,1% maior do que há um ano, e 3,1% maior do que em dezembro de 2018. No total, a carteira do Banrisul alcançou R$ 34,3 bilhões em março, alta de 7,9% sobre o mesmo período do ano passado.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, exaltou a competência dos Banrisulenses para lutar por clientes num mercado financeiro cada vez mais competitivo e pelo anúncio de crise financeiro por causa de erros do governo federal na condução da política econômica. “Estamos diante de mais uma prova de que o Banrisul tem que permanecer público. Num país em que o governo federal não tem política econômica e a expectativa de PIB já foi reduzida, o Banrisul mostra pujança e muita saúde financeira”, exaltou Gimenis.

Fonte: Imprensa SindBancários, com informações do Jornal do Comércio

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