Livro mostra, em crônicas, o lado cativante de uma greve pegada dos bancários

Quem conhece o Moah Sousa sabe de seu passado de roqueiro punk. Quem não o conhece, o estilo da roupa denuncia este passado. Há muito tempo cobram do Moah um livro sobre a cena punk porto-alegrense dos anos 1980. Ele dá uma olhada de lado pro cara que diz isso e, depois de deformar a boca para o lado, ensaia uma conversa de que tem muita história pra não ser contada. Mas como ele é punk, ele apresenta este seu “Militância Cativante”.

Trata-se de crônicas de histórias da greve dos bancários de 2015. Greve complicada, duradoura, mas que a bancariada conquistou, com muita luta, benefícios em sua Convenção Coletiva de Trabalho. Tem luta na greve dos bancários. Muito trabalho pra todo mundo. Tem muita negociação e tensão. A luta cativa. É claro e antes de esquecer.

O Moah é um comunicador de primeira, o cara no sindicato que lida com os “problemas políticos”  e trava as boas conversas sobre possibilidades de manchetes de jornais imaginários dos mais lidos jornais que jamais foram escritos. Trabalha no Sindicato há vários anos, acompanhou tantas greves e sabe bem do que está falando ou melhor escrevendo, cronicando.

Quem quiser dar uma chegada para encontrar em texto muito bom e conhecer o lado cativante de uma greve bancária, o Moah Sousa estará lançando seu “Militância Cativante” nesta quinta-feira, 9/11, a partir das 19h, no Casual Gastro Bar. Não por acaso, o bar fica na Casa dos Bancários, sede do Sindicato dos Bancários.

Sindicalismo em vivas tintas*

Militância cativante” é o primeiro livro do meu camarada de mais de 30 anos Moah Sousa. Uma avaliação crítica superficial o destinaria para o nicho literário da “crônica”. No entanto, considero um reducionismo intelectual confiná-lo na categoria de “crônica jornalística”. O livro é o registro em tempo real das reações emocionais dos protagonistas de um episódio que marcou a luta dos bancários de Porto Alegre em 2015.


Moah usa o domínio da técnica jornalística para desvendar ao leitor, com bom humor, os impulsos existenciais que movem personagens normalmente não lembrados nos confrontos entre patrões e empregados. Ele dá nome, voz e rosto, espia e nos revela as motivações dos bancários quando em luta. Nas páginas desta obra a vida pulsa em uma narrativa engajada e inovadora. Trata-se de um modelo de relato jornalístico que discutíamos desde os anos 80, em longas noites animadas por nicotina, lúpulo, cevada e malte escocês. Tudo sob as bençãos de Ivan Lessa e a Turma d´O Pasquim. Deleitem-se, damas e cavalheiros.

*José Edi Nunes da Silva, jornalista, autor do livro “O rei do campinho”

Serviço

Livro: MILITÂNCIA CATIVANTE

Autor: Moah Sousa

Editora: MC Comunicação

100 páginas

Formato: 13 x 21 cm

Lançamento: Dia: 9 de novembro, 19h

Onde: Casual GastroBar no Sindicato dos Bancários/POA

Endereço: Rua General Câmara, 424, Centro Histórico, POA/RS

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