Live em defesa do Banrisul critica postura de Leite

Dirigentes bancários apontaram mentiras do governador do Estado no processo de suspensão do plesbicito, com PEC 280/2019, para entregar Banrisul, Corsan e Procergs

A live do vereador Jonas Tarcísio Reis, na noite da sexta-feira, 26/3, deixou nu o principal ator da mais nova ameaça de privatização do Banrisul. Com a presença de dois dirigentes bancários, o encontro virtual não deixou pedra sobre pedra quando o assunto foi a atuação do governador do estado, Eduardo Leite, como administrador público que representa os interesses dos(as) gaúchos(as).

O próprio vereador Jonas Reis (PT) tratou de fazer um breve histórico da política gaúcha e das vinculações partidárias do atual governador do Estado. O PSDB que voltou a governar em 2019 já teve Yeda Crusius como governadora. E tenta impulsionar o nome do atual governador como candidato a presidente do partido no ano que vem.

O governo Yeda vendeu 43% das ações do Banrisul e terminou melancolicamente sendo investigado na Assembleia Legislativa por acusação de corrupção no Detran-RS em 2007. “A natureza do PSDB é a corrupção. É a entrega do patrimônio público e a corrupção”, afirmou Jonas.

Jonas prosseguiu: “É um governador sem coragem. Não tem coragem para governar. Não tem coragem de olhar no olho do Banisulense. Podia esperar para depois da pandemia e decidir por plebiscito. Ele tem medo do Sindicato dos Bancários, do Cpers/Sindicato. Tem medo dos trabalhadores”.

O diretor do SindBancários e vice-presidente da CUT-RS, Everton Gimenis, deu nome à atuação hesitante do governador quando o assunto é transferir responsabilidades e atuar para combater a Covid-19 no país e no Estado. O caos favorece quem quer entregar tudo.

“Para o Bolsonaro, o caos é bom. Se não tivesse pandemia, ia ter muita gente para derrubar ele nas ruas. O Salles [Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente] disse isto: vamos aproveitar a pandemia para passar a boiada. Não compraram vacina em agosto do ano passado. Agora, vacinaram só 6%”, asseverou Gimenis.

Quanto ao Banrisul público, até na Assembleia Legislativa era sabido que a PEC 280/2019, que também quer suspender plebiscito para vender Procergs e Corsan, era inconstitucional, segundo Gimenis. “No ano passado, até o presidente da CCJ, Edson Brum [deputado do MDB], disse que a PEC 280 era inconstitucional porque ela deveria partir do Executivo e não do Legislativo”, lembrou Gimenis.

De fato, a PEC 280/2019 foi apresentada pelo deputado Sergio Turra (PP), em setembro de 2019, com o apoio de 25 deputados estaduais. Na terça-feira, 23/3, a CCJ aprovou o parecer favorável à constitucionalidade da PEC, de autoria do deputado estadual Elizandro Sabino (PTB), por 9 votos a 3.

O próximo passo é a PEC passar por outras comissões da Assembleia Legislativa e cumprir uma agenda de audiências públicas antes de ir a Plenário.

O diretor da Fetrafi-RS e funcionário do Banrisul, Sergio Hoff, lembrou do contexto da campanha eleitoral do governador Eduardo Leite em 2018 e a promessa que fez de não privatizar o Banrisul.

“O Eduardo Leite fez as promessas de campanha porque estava conversando em reuniões com os funcionários. Ele fez campanha dentro do Banrisul. Ganhou muito voto no banco. O Leite falou que ia chamar o plebiscito e agora quer tirar o plebiscito sobre a venda do banco”, salientou.

Para Sergio, a mudança de postura fragiliza a política. “Isso é o mais grave. Ele falou que a população não tem condições de escolher porque não tem informação. Em qual Leite temos que acreditar? Isso cria muitas dificuldades para a política. Acaba criando mais insatisfação e descrença na política”, finalizou o dirigente.

Fonte: Imprensa SindBancários

 

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