Leite volta a tentar PEC 280 na ALERGS nesta terça, 1º/6

Plano B do governo é continuar arriscando tudo, até a vida dos gaúchos, para conseguir, de qualquer jeito, os 33 votos necessários para aprovar o fim do plebiscito para vender Banrisul, Procergs e Corsan. Bancários(as) realizam ato na frente da Assembleia Legislativa para acompanhar sessão plenária

Eles não desistirão jamais e nós vamos manter a força da nossa luta. Com essa frase podemos resumir o que pode acontecer nesta terça-feira, 1º/6, no plenário da Assembleia Legislativa. Como na terça-feira passada, a PEC 280/2019, está de novo programada para ir ao segundo turno de votação a partir das 14h.

Sua aprovação vai depender de um plano B, de uma nova cartada do governador Eduardo Leite para garantir os 33 votos necessários para retirar o plebiscito da Constituição Estadual e encaminhar a venda de Banrisul, Procergs e Corsan numa votação por maioria simples (28 votos) numa segunda fase.

Leite já entregou para a base de seus deputados na Assembleia Legislativa em troca da aprovação da PEC 280/2019, o sistema já precário de controle da pandemia, o Distanciamento Controlado. Já prometeu kit asfalto e operou uma irremediável e vergonhosa contagem de dois votos para aprovar a PEC 280/2019 em primeiro turno, com 33 votos, em 27 de abril.

Se eles não desistem, nós, Banrisulenses, vamos mostrar toda a nossa tradição de luta. Nesta terça, 1º/6, a partir das 13h, a Fetrafi-RS, o SindBancários, junto com os trabalhadores do Sindiágua/RS, realizam mais um ato em defesa do plebiscito para a venda do Banrisul, da Corsan e da Procergs.

A partir das 13h, vamos ocupar a Praça da Matriz, no Centro de Porto Alegre. Estaremos na frente da Assembleia Legislativa, com carro de som e muita disposição, para defender o direito do povo gaúcho de escolher por plebiscito os destinos dessas três empresas públicas.

O governador Eduardo Leite quer patrolar o processo de votação na Assembleia legislativa porque sabe que, se esse tema vai para a consulta pública, ele perde. Pesquisa encomendada pelo SindBancários, na semana passada, mostra que 70% da população gaúcha quer o plebiscito para escolher o que é melhor para o seu patrimônio público.

“Está claro, mais do que nunca, que o governo Leite mente quando diz que está consultando a população.”

O presidente do SindBancários, Luciano Fetzner, lembrou que, já há alguns anos, o movimento sindical bancário alerta para uma estratégia de governos neoliberais sobre as privatizações. Eles procuram forçar o encaminhamento na Assembleia Legislativa, desmontar aos poucos as empresas públicas para vendê-las.

Desmontam, atacam a imagem para dizerem que o melhor mesmo é a privatização. Foi o que fizeram com a CEEE-D. Desde o governo de José Ivo Sartori essa empresa deixou de pagar ICMS e quase nada de investimento. O resultado foi que Leite vendeu por R$ 100 mil a CEEE-D em 31 de março. Mais uma vergonha!

“Vínhamos falando há tempos: a maioria da população gaúcha é contra esse retrocesso de retirar da Constituição a possibilidade de as pessoas serem consultadas através do plebiscito para projetos de privatização de empresas lucrativas e estratégicas como Banrisul, Corsan e Procergs”, pontuou Luciano.

Esse processo de tentativa de venda dessas empesas expõe as mentiras contadas por Eduardo Leite quando era candidato ao governo do estado nas eleições de 2018. “Está claro, mais do que nunca, que o governo Leite mente quando diz que está consultando a população. Que o governador Leite mentiu quando prometeu não vender Corsan e Banrisul. O projeto do governo é não só privatizar o Banrisul e a Corsan, que já disse que quer, mas também, depois de aprovar a PEC, usar o mesmo discurso de que a conjuntura está obrigando”, acrescentou.

As desculpas técnicas já não convencem ninguém, assim como nem mesmo Leite cinasegue esconder que quer ser candidati a presidemte da república e deixar para trás a história de um governo entreguista. “Talvez, com a desculpa do Regime de Recuperação Fiscal, como já vinha sendo ventilado no governo Sartori (José Ivo Sartori, ex-governador), ou com qualquer outra desculpa esfarrapada, o governo Leite quer encaminhar mais uma mentira e propor também a privatização do Banrisul.”

Luciano também referiu a importância de combater a PEC 280/2019 neste momento em que o governo está em dificuldades para garantir três quintos dos votos dos 55 deputados estaduais (33 votos) para retirar o plebiscito da Constituição Estadual. Lembremos que, na sessão de 25 de maio, os deputados de sua base não deram quórum, e a votação não aconteceu.

Sinal de que nossa luta está fazendo efeito. Para vender as empresas, depois, é preciso maioria simples, quer dizer, 28 votos em plenário. “Derrubar a PEC 280 é fundamental para proteger o Banrisul da privatização”, resumiu, Luciano.

Os patroladores de Leite

O governador Eduardo Leite (PSDB) não está sozinho na sua sanha de entregar o Banrisul, a Procergs e a Corsan. Na Assembleia Legislativa, ele conta com o autor da PEC 280/2019, o deputado Sergio Turra (PP), e com o líder do governo, o deputado Frederico Antunes (PP). Já estão conhecidos como os patroladores de Leite. Nunca mais vote neles!

Entenda o que pode acontecer na Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 1º/6

> A PEC 280/2019 está de novo na pauta da sessão plenária que começa às 14h na Assembleia Legislativa.

> Antes de ela ser votada, os deputados estaduais podem apreciar a RDI 34/2021. Esse Requerimento Diverso trata de uma das vergonhas do primeiro turno de votação da PEC 80: a anulação pelo presidente da Assembleia Legislativa, Gabriel Souza (MDB), da questão de ordem do deputado Gerson Burmann (PDT) que questionou os votos de dois deputados estaduais.

> Neste segundo turno, o governador Eduardo Leite volta a precisar de 33 votos (três quintos) dos votos dos 55 parlamentares para aprovar a PEC 280.

> Se ele conseguir, o próximo passo será o seguinte: o governo do estado envia um Projeto de Lei para privatizar o Banrisul, a Procergs e a Corsan que precisa de maior dos votos parlamentares (28 dos 55 votos).

Por que o primeiro turno da PEC 280/2019 ficou conhecido como a votação da vergonha?

> O deputado Dirceu Franciscon (PTB) votou não, contra a PEC 280, mas seu voto foi computado como sim.

> O deputado Neri o Carteiro (Solidariedade) não estava presente na sessão, mas teve seu voto contado como sim.

> O governador Eduardo Leite cedeu à pressão de deputados da base governista, especialmente do Partido Novo, e rebaixou a bandeira de preta para vermelha do isolamento, atendendo a pedido de liberação das aulas.

> O governador Eduardo Leite reuniu deputados de sua base e ofereceu um kit asfalto em troca da garantia dos 33 votos necessários para atingir a proporção de três quintos dos deputados para aprovar a PEC 280/2019.

> Leite trocou a vida de mais de 3 mil gaúchos, que morreram de Covid-19 desde 27 de abril, pela aprovação da PEC 280/2019.

A PEC 280/2019 deixou os(as) bancários(as) ainda mais vulneráveis A Covid-19

No dia 16 de maio, o governador do estado, Eduardo Leite, anunciou o fim do Distanciamento Controlado por cor de bandeiras. Ele inaugurou o sistema 3As, a flexibilização da mobilidade durante um momento perigoso da pandemia de Covid-19, quando uma nova onda de infeções se anuncia.

Os bancos, por exemplo, passam a liberar acesso de uma pessoa por quatro metros quadrados nas agências. O governador acabou com o sistema de trabalho de 50% do quadro da agência atendendo o mesmo número de clientes. Também foi o fim do agendamento.

Ele fez isso quando cerca de 25% da população recebeu a primeira dose. Especialistas dizem que a vacina se torna segura depois que 70% da população está vacinada com a segunda dose.

Governo Leite aposta as vidas dos gaúchos com a PEC 280

Taxa de casos por 100 mil habitantes

30 de abril: 8.403 doentes por 100 mil habitantes do RS.

20 de maio: 9.176 doentes por 100 mil habitantes do RS.

Depois da sessão plenária da vergonha (27/4), a taxa de doentes de Covid-19 aumentou 9,2%.

Número de mortos por 100 mil habitantes

30 de abril: 219,31

20 de maio: 237,59

Depois da sessão plenária da vergonha (27/4), a taxa de mortes por Covid-19 por 100 mil habitantes aumentou 8,3%.

Número de casos de Covid-19 confirmados no RS

30 de abril: 974.969

20 de maio: 1.043.927

Depois da sessão plenária da vergonha (27/4), o número de casos de Covid-19 passou de 1 milhão, aumentando 7,1%.

Taxa de mortalidade por 100 mil habitantes

27 de abril: 214,97 mortos por Covid-19 por 100 mil habitantes.

20 de maio: 237,59 mortos por Covid-19 por 100 mil habitantes.

Depois da sessão plenária da vergonha (27/4), a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes aumentou 10,5%.

Ocupação de UTIs

Desde a sessão plenária da vergonha, tivemos uma queda no percentual de leitos de UTIs ocupados, quer dizer, hospitalizações por doentes de Covid-19. Em 27 de abril, dia da votação da vergonha, eram 85,1% de leitos de UTIs ocupados no Estado.

Este número caiu até 77,3% no dia da apresentação oficial do Sistema 3As no lugar do Distanciamento Controlado por cores de bandeiras, dia 16 /5. Na quinta-feira, 20/5, a hospitalização voltou a subir, batendo em 78,7%, quer dizer, 1,4 ponto percentual superior ao registrado quatro dias antes.

Novos casos e mortes desde a votação da vergonha

Depois que Leite trocou votos pelo fim do Distanciamento Controlado por cores de bandeiras para retirar o plebiscito da Constituição Estadual e entregar Banrisul, Procergs e Corsan foram registrados 78,9 mil novos casos de Covid-19 no Estado.

Em 24/4, o RS registrava o total de 24.196 mortos por Covid-19. Os dados de 19 de maio, fechados na quinta, 20/5, mostram que chegamos a 27.031 mortos. Quer dizer, desde a votação da vergonha, ao menos, 2,5 mil gaúchos morreram por Covid-19.

Fonte: Imprensa SindBancários

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