Leite desiste de governar os(as) gaúchos(as)

Governador anunciou em vídeo que vai renunciar ao cargo para o qual foi eleito, na quinta-feira, 31/3, e buscar candidatura a presidente em seu partido, o PSDB, com apoio de Aécio Neves

Com todo o respeito que o governador Eduardo Leite (PSDB) merece, precisamos dizer a verdade sobre a sua renúncia ao cargo de governador dos gaúchos e das gaúchas, anunciada em vídeo na segunda-feira, 28/3. Era questão de tempo.

Leite desistiu dos gaúchos em nome de um projeto ambicioso de ser candidato a presidente da república por um partido que já escolheu outro nome, o de João Dória.

Então, a estratégia foi atropelar a democracia interna dos tucanos. Como até o mundo microscópico sabe, Leite é afilhado e apoiado pelo deputado federal mineiro, Aécio Neves. Exatamente aquele senhor que foi apanhado em uma gravação da Lava Jato de conversa com o dono da JBS, Joesley Batista, em que dizia:

“Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara”.

Leite encampou uma disputa feroz desde junho com o vencedor das prévias do PSDB, o atual governador de São Paulo João Doria.

Leite chegou a ser denunciado por Doria por um telefonema ao governador de São Paulo em que pede o adiamento do início da aplicação de vacinas contra a Covid-19 em janeiro de 2021.

Por essas, a renúncia soa como um golpe na democracia interna do partido.

Pesa sobre a história política do agora prestes a ser ex-governador Eduardo Leite uma sanha privatista que ainda não tínhamos visto. Ele aproveitou a pandemia para fazer o que o ex-ministro do meio-ambiente do Bolsonaro, Ricardo Salles, disse que deveria ser feito. “Passar a boiada”.

E a boiada passou. Leite vendeu em 31 de março passado a CEEE-D para a Equatorial por R$ 100 mil. Ainda não se sabe para onde vai os cerca de R$ 10 bilhões que o governo federal tem de dívida com a CEEE. É segredo de Estado. Faça sua aposta.

A oposição na Assembleia Legislativa, entretanto, busca assinaturas para uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Há denúncias de que o serviço da Equatorial está muito ruim, com interrupções e muita demora no atendimento pós-temporais. Os deputados querem apurar o tamanho desta perda de qualidade após a venda da CEEE-D.

“A renúncia abre muitas possibilidades e não me retira nenhuma”, afirmou Leite ao anunciar a renúncia. “Renunciar ao mandante me abre possibilidades, todas elas, então é neste momento que eu me abro para me apresentar e ser onde mais possa dar minha contribuição”, acrescentou.

O vice, Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), deve assumir o posto na próxima quinta-feira, 31/3.

Leite acabou com política de proteção a Covid para acelerar venda do Banrisul

O governador gosta de dizer que “virou o jogo” quando o assunto é as conquistas de seu governo. Mas, vejamos, se há mesmo o que comemorar. Entre os dias 24 de abril e 1º de junho do ano passado, Leite entregou os anéis em vidas de gaúchos e preservar a integridade de seus dedos privatistas na Assembleia Legislativa.

Essas duas datas correspondem aos dois turnos da votação da PEC280, aquela que tramitou desde 2019 e foi aprovada em dois turnos para retirar a obrigatoriedade de fazer plebiscito para vender Banrisul, Procergs e Corsan.

Entre as duas votações, Leite cancelou a política de proteção à Covid-19 de bandeiras. Lembremos que, há um ano, o volume de mortes e de doentes de Covid-19 ainda era muito alto.

Assista ao vídeo em que o governador anuncia a renúncia

Fonte: Imprensa SindBancários

 

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