Leia artigo do presidente do Sindicato, Everton Gimenis, sobre morte da vereadora Marielle, publicado no Sul21

Os sonhos de Marielle são nossos sonhos

Escrevo estas linhas no exato momento da chegada dos caixões com os corpos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Pedro Gomes, executados na noite da quarta-feira, 14/3, no Rio de Janeiro. Muita emoção e aplausos da multidão  indignada que exige saber quem matou e por que matou uma mulher que sempre lutou em defesa de uma sociedade mais justa, democrática, a favor dos direitos humanos, dos negros e negras e do sofrido povo do Brasil.

Marielle Franco se expressou, escrevendo no dia anterior à sua morte: “Quantos mais irão precisar morrer para que essa guerra acabe? “. Nas redes sociais, um texto da Comissão dos Direitos Humanos de diferentes estados ecoa no mundo: “a execução brutal e covarde de Marielle demonstra a violência que se alastra pelo país, a qual não deve e não pode continuar banalizada, principalmente no cotidiano das periferias. Esta violência é inquietante para a democracia, que deve construir alternativas para a segurança da sociedade e os direitos de todos e todas”.

No mesmo sentido, a imprensa internacional denuncia o fato como um crime político, derrubando a última máscara do governo golpista. A manchete do diário El Pais, de Montevídeo, talvez seja a melhor síntese da atmosfera cinza que cobre o nosso país: “Ativista contra a intervenção militar no Rio e oposição a Temer foi assassinada a tiros”.

Como presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região, manifesto minha indignação e revolta diante de mais um crime que se soma à surda guerra que ceifa vidas da brava gente brasileira, que ousa levantar suas vozes contra o golpe, contra a quadrilha que ocupou o Palácio do Planalto e que botou o Exército nas ruas do Rio de Janeiro só para reprimir o povo trabalhador. Ao mesmo tempo, expresso a total solidariedade aos familiares e me somo à exigência nacional e mundial por uma rigorosa apuração desse crime bárbaro.

Entendo, também, que a morte de Marielle configura-se como mais um ataque das forças conservadoras contra todos aqueles que lutam contra a repressão e a violência aos pobres, negros e militantes dos movimentos sociais. Eles não passarão!

Olho para os olhos dos meus filhos e me asseguro que jamais vou perder as esperanças por um mundo mais justo e igualitário, onde eles possam viver com dignidade quando forem pai e mãe.

Confira artigo publicado no Sul 21.

Everton Gimenis – Presidente do SindBancários

 

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