Lançamento da antologia de contos sobre história de 100 anos do BB na 62ª Feira do Livro consagra nono livro da Oficina do SindBancários

A sala Oeste do andar G do Santander Cultural, acolheu na sexta-feira, 11/11, um grupo de oito estudantes da Oficina Literária do SindBancários e revelou mais uma virtude de reunir bancários para escrever: contar a própria história ou pesquisar sobre a história de um banco fundamental para o desenvolvimento do país. Os oficineiros puderam, no mesmo dia à noite, também, agora no Memorial do Rio Grande do Sul, autografar “O BB de Bombachas – Homenagem ao Centenário do Banco do Brasil no Rio Grande do Sul”. Trata-se da nona antologia publicada pela Oficina Literária do SindBancários, desde 2008, sob a orientação do escritor Alcy Cheuiche. O lançamento fez parte da programação da 62ª Feira do Livro de Porto Alegre.

A nona antologia de contos segue a premissa das oito anteriores da oficina do SindBancários. São 60 contos, todos traduzidos para o espanhol, pela tradutora Andrea Barrios. A capa é um primor de arte, a cargo do ilustrador Marcos Cena, que vem a ser o presidente da Câmara Riograndense do Livro, dirigente da 62ª Feira do Livro de Porto Alegre. Durante a apresentação do livro no Santander Cultural, Alcy Cheuiche, falou sobre o tema. “Nosso desafio foi não só mostrar a história dos 100 anos do Banco do Brasil aqui no Rio Grande do Sul, mas a história de mulheres e homens que construíram essa história. Foi um privilégio trabalhar com vocês pela emoção, o carinho e a amizade. Vocês só não vão continuar escrevendo, e bem, se não quiserem”, discursou.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, abordou o esforço que o Sindicato faz todo o ano e a importância de manter uma oficina literária no contexto político de agora. “A função primordial do nosso Sindicato é a luta da categoria. Mas o Sindicato tem que ter um papel na disputa da consciência das pessoas. Abrimos espaços culturais, como o nosso cinema, oficinas de dança e de teatro e um Festival de Música. As funções dos bancários são muito desgastantes dentro do banco. Ter um espaço de cultura e lazer é fundamental. Descobrimos que temos bancários e bancárias que são escritores de talento”, pontuou Gimenis.

Os 60 contos dos oito oficineiros foram produzidos ao longo do ano. Desde março, em encontros semanais às segundas-feiras, os oficineiros pesquisam, trocam ideias e escrevem. Neste ano, para reconstituir o centenário do Banco do Brasil, os alunos da oficina viajaram a Pelotas, Rio Grande e Bento Gonçalves. A primeira agência do Banco do Brasil foi inaugurada em 1º de março de 2016 na esquinada da General Câmara (mesma rua da Casa dos Bancários, sede do SindBancários), com Sete de Setembro, no Centro Histórico de Porto Alegre. A Agência continua aberta no mesmo endereço. Após essa primeira agencia, vieram as de Pelotas e Rio Grande.

Veja aqui fotos do lançamento e da sessão de autógrafos.

“É importante ter banco público. Neste momento em que um grupo político muito conservador e que tomou o poder sem ganhar as eleições ameaça o patrimônio público, mostramos a importância histórica de manter bancos púbicos. É preciso fortalecer cada vez mais o Banco do Brasil”, acrescentou Everton Gimenis.

Leitura de contos

No encontro do Santander Cultural, a já tradicional leitura de alguns contos ficou marcada pela democracia. Foram sorteados dois contos para serem lidos em português, pelo autor, e em espanhol pela tradutora Andrea Barrios. Assim, Michele Cardoso leu o “Canto do quero-quero”, que chamou de “uma tentativa de homenagear os bancários e os clientes que fazem o Banco do Brasil”. José Rodrigues Pereira leu “A Viagem de Numerário”, e chegou a cantar uma canção de bar que bancários costumavam entoar juntos em suas horas de lazer. De aniversários na sexta-feira, 11/11, Heraldo Velho Becker, ganhou de presente o “Parabéns a você” e a leitura do seu conto, “Grãos Dourados” sobre a importância do financiamento, via BB, da cultura agrícola do soja no Rio Grande do Sul.

Palavra de oficineiro

“Num primeiro momento, a dificuldade é criar um texto de duas páginas e reduzir para uma. Quando falamos em 1916, o centro de Porto Alegre era uma província com ruas mal desenhadas. O progresso de cada cidade veio junto com a chegada do Banco do Brasil.” Paulo Evaerte Ricalde de Freitas

“Trabalho há 41 anos na Caixa. Fiz uma linha do nosso trabalho e vivência. Tenho um filho que trabalha no Banco do Brasil. Um conto que escrevi fala da viagem que ele faz para trabalhar de Charqueadas para Triunfo. Fala da travessia de barco que ele faz diariamente.” Everton Araujo Pires

 

Oficineiros

Edison Machado

Everton Araujo Pires

Heraldo Velho Becker

Irineu Roque Zolin

José Rodrigues Pereira

Magda Camilotto Poerschke

Michele Cardoso

Paulo Evaerte Ricalde de Freitas

“O BB de Bombachas – Homenagem ao Centenário do Banco do Brasil no Rio Grande do Sul”/ Homenaje alCentenario Del Banco do Brasil em el Rio Grande de Sur

 

Capa: Marco Cena

Projeto Gráfico: Daniel Miranda

Editoração eletrônica: DMiranda Editoração

Coordenador: Alcy Cheuiche

Versão em espanhol: Andrea Barrios

Impressão: Gráfica Pallotti

Oficina Literária do SindBancários e Oficina de Criação Literária Alcy Cheuiche

 

Fotos: Anselmo Cunha

Fonte: Imprensa SindBancários

 

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