“Juntos chegaremos ao topo”

Presidente do SindBancários, Everton Gimenis, faz um resumo da sua participação como boleiro da categoria master de futebol sete e contextualiza o futebol e a luta dos bancários por dreitos

O ala do Bradesco recebe a bola de frente para o gol. Domina com estilo. Num toque, limpa o zagueiro. Em duas passadas, ajeitou o corpo, deu um tapa e as pontas dos dedos da mão direita do arqueiro desviaram a pelota, tirando tinta da trave esquerda para morrer mansinha bem longe da rede que todo goleador sonhar em estufar. A jogada foi protagonizada pelo bancário Everton Gimenis, no jogo entre o Bradesco e o Itáu, válido pela competição do Futebol Sete de 2019.

Perder um lance faz parte da partida. O atacante sempre busca o verdadeiro gol de placa e nem sempre consegue”, disse o boleiro bradesquiano e resignado presidente do SindBancários e vice-presidente da CUT-RS, ao lembrar da vitória sobre o Itaú pelo placar de 6 a 4.

O Bradesco master do presidente ficou em quarto lugar na Copa Sindicato dos Bancários de Futebol Sete 2019. O time do Itaú SA foi o campeão na categoria livre, e o Banrisul levou o caneco da master. Confira, abaixo, os principais pontos da entrevista do presidente logo após a entrega dos troféus aos magnéticos vencedores.

Qual a opinião do presidente sobre os resultados das finais? Os vencedores fizeram por merecer?
Foram duas grandes finais! Jogos dignos de qualquer grande campeonato. Tudo muito bem disputado. Na categoria livre, o Itaú fez a melhor campanha e brilhou durante todo o campeonato. Portanto, era o time favorito e justificou em quadra, apresentando um grande futebol que o levou á final. Já o Metropol também fez um jogo de cinema, dificultou e valorizou muito o título dos colegas do Itaú. Na master, a final foi muito parelha, tanto que Santander e Banrisul empataram no tempo normal e levaram a decisão para o Shoot-Out. Onde qualquer um poderia ganhar. O Banrisul teve melhor aproveitamento e levou com justiça o caneco de campeão.

O presidente se fardou, entrou em quadra e levou trombadas. Valeu o esforço?
Nossa, como valeu! O campeonato master foi criado exatamente para dar espaço para os jogadores acima dos 40 anos, alguns, como o meu caso, bem acima. Que gostam de jogar e participar. Mas que já não tem o mesmo preparo e a força dos jovens atletas bancários.

Como é que foi esta experiência?
Muito boa. É o terceiro campeonato master que o SindBancários organiza. Participei de todos pelo time do Bradesco. Em 2016, fomos vice-campeões. Perdemos a final para ao time da Caixa Federal no Shoot-out. Em 2017, levamos a taça superando a fortaleza do Santander na grande final. Neste ano, não chegamos à final, mas foi uma experiência esportiva positiva, de integração e confraternização.

Como jogador, qual a sensação que fica registrada na memória?
Sempre gostei de jogar bola desde criança. Acho que é muito bom participar dessas atividades esportivas independente do resultado. Saio muito satisfeito pela consolidação da categoria master, pela primeira vez com cinco equipes na competição. O Banrisul, o grande campeão de 2019, participou do torneio pela primeira vez.

É possível traçar um paralelo com o bancário dentro das quatro linhas buscando a vitória, e fora delas, lutando em um cenário de ataques aos direitos da categoria e dos trabalhadores?
Na minha fala, quando da entrega dos troféus aos ganhadores, eu comentei exatamente sobre esse tema. Disse que as atividades envolvendo o esporte, a cultura e o lazer que o Sindicato proporciona pra categoria são importantes porque ajudam a aliviar a tensão do dia a dia, do adoecimento cada vez maior na nossa categoria por conta da pressão por metas, do assédio moral e da falta de condições de trabalho. Eventos como o futebol ajudam a desopilar, descontrair e unir também a nossa categoria. Falei também que o governo Bolsonaro, através da Medida Provisória 905, está querendo acabar com a jornada de trabalho dos bancários, quer nos fazer trabalhar inclusive nos finais de semana, dificultando a participação da categoria até em eventos como os nossos campeonatos.

Qual seria, então, o caminho?
Precisamos da unidade que temos ali dentro das quadras para as lutas em defesa das nossas conquistas e dos nossos direitos. O futebol é coletivo e só se ganha, só se sobe ao pódio com todos pegando junto. Assim é na vida social e trabalhista. Sozinhos não vamos até a próxima esquina, juntos chegaremos ao topo, às conquistas e ao atendimento das nossas necessidades.

Entrevista: Moah Sousa

Fotos: Jackson Zanini

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