Jornal diz que governo “não vai mais abrir capital” da Caixa. É tempo de manter a mobilização

 

Em notícia publicada na capa da edição desta segunda-feira, 9/3, o jornal Valor Econômico informa que o governo desistiu de abrir o capital da Caixa Econômica Federal. De acordo com a nota, a medida será feita apenas na Caixa Seguros, seguradora que mantém sociedade com a francesa CNP Assurances e da qual o banco detém 48,2%.

 

Na avaliação do Planalto, diz o texto do jornal, a abertura de capital “seria um processo muito demorado, pouco lucrativo e ainda poderia paralisar os investimentos sociais da instituição”.

 

Mobilização continua

 

“Vamos manter a mobilização dos bancários e da sociedade, pois ainda não obtivemos uma posição oficial do governo sobre a abertura de capital da Caixa. Já fizemos vários pedidos de audiências e, enquanto não formos recebidos, seguiremos intensificando a pressão em defesa da manutenção da Caixa 100% pública”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

 

“Se houver a abertura de capital, quem vai mandar na empresa serão os acionistas. A Caixa não pertence ao mercado, mas ao povo brasileiro”, ressalta Cordeiro.

 

“Recebemos a notícia com cautela. A Fenae e as outras entidades vão continuar mobilizadas até que o governo se pronuncie oficialmente sobre a manutenção da Caixa 100% pública. Aliás, aguardamos a audiência solicitada com a presidenta Dilma, com o ministro Miguel Rossetto e com a presidente do banco, Miriam Belchior”, afirma Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae. Ele acrescenta: “Abrir o capital não interessa aos brasileiros, mas apenas ao setor privado, que está incomodado com o protagonismo da Caixa”.

 

Para Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco, as ações realizadas pelos mais de 100 mil trabalhadores do banco são fundamentais para que essa vitória se concretize. “Sem dúvida, as mobilizações ocorridas nas últimas semanas fizeram o governo repensar a proposta de fatiar a Caixa. Os empregados e a sociedade brasileira deram o recado: não aceitam a venda de um pedaço sequer da empresa. Aguardemos agora a posição oficial”, diz Fabriana, que também é diretora de Administração e Finanças da Fenae.

 

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, diz que o Sindicato seguirá a orientação nacional e está pronto para responder com mobilização aos movimentos em relação à suposta abertura de capital da Caixa. “Desde dezembro, quando as notícias sobre intenção de privatização começaram a aparecer nos jornais, temos realizado uma jornada de luta em defesa da Caixa 100% pública. Vamos continuar mobilizados para que a Caixa não seja o símbolo de um erro. Precisamos é de investimentos públicos e de instituições públoicas fortes para o país crescer e para combatermos a desigualdade”, avalia Gimenis.

 

Novas atividades

 

Na última sexta-feira (6), o Comitê Nacional em Defesa da Caixa 100% Pública se reuniu na sede da Fenae, em Brasília, e definiu as próximas atividades na luta contra a abertura de capital do banco.

 

Entre as iniciativas, destacam-se a criação de comitês estaduais, o agendamento de um “tuitaço” na semana do dia 23 e a produção de materiais de comunicação. Após a reunião, o Comitê protocolou ofício solicitando audiência com a presidente da Caixa, Miriam Belchior.

 

Atividades do SindBancários

 

Dezembro: Lançamento de manifesto pela Caixa 100% Pública

 

Janeiro: Lançamento da Campanha do SindBancários “Nossa Caixa Nossa Vida: 100% Pública”, Ato nem frente à Agência da Alfândega da Caixa em Porto Alegre e mobilização na base de atuação do SindBancários.

 

Fevereiro: Mobilização na base, ato e criação do Comitê Nacional em Defesa da Caixa 100% Pública.

 

Março: Mobilização pela base e Ato Nacional em Defesa da Caixa 100% Pública.

 

Fonte: Contraf-CUT, com Fenae e SindBancários

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