IV Reunião da Aliança Latino-americana em Defesa dos Bancos Públicos deixa clara a ofensiva dos banqueiros sobre leis trabalhistas

A Contraf-CUT participou, nas últimas terça e quarta-feira, 14 e 15/11, da IV Reunião da Aliança Latino-americana em Defesa dos Bancos Públicos, promovida pela Uni Américas Finanças, em Montevideo, no Uruguai. O evento será seguido da Jornada Latino-americana pela Democracia e contra o Neoliberalismo, entre os dias 16 e 18.

Luta de classes

Ouvindo os relatos dos países, impressiona constatar que ainda precisamos avançar muito. Os banqueiros vêm implementando uma agenda continental de maximização dos seus lucros, de redução de empregos, de transformação digital e de pressão aos parlamentos para alterar as leis que protegem o trabalho. Fica clara a luta de classes e a ação organizada das elites financeiras nesta ofensiva neoliberal e fica mais claro ainda de que a saída não é local e tem que ser continental e global”, afirmou Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT (foto). “Fundamental neste momento é o papel da Uni Global Union, sindicato mundial ao qual somos filiados. Através desta Aliança estamos debatendo como agir com unidade e organizadamente. Só a luta nos garante!”, completou.

Se é público é para todos

No ano passado, a jornada latino-americana encampou a campanha “Se é público, é para todos”, lançada pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas em junho de 2016, no Rio de Janeiro. Pela manhã, a coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Rita Serrano, que também representa os empregados da Caixa no Conselho de Administração da empresa e a Contraf-CUT, apresentou o painel sobre a Caixa e discorreu sobre as iniciativas privatistas do governo Temer, em especial no caso dos bancos públicos.

Agenda pela democracia e soberania

Já a Jornada Latino-americana pela Democracia e contra o Neoliberalismo, entre os dias 16 e 18, pretende ser um espaço de confluência de diferentes expressões organizadas de todo o continente, reunindo mulheres, jovens, indígenas, camponeses, intelectuais, ativistas para a diversidade sexual e sindicalistas em uma agenda comum que priorize a defesa da democracia, soberania e integração dos povos.

Fonte: Contraf-CUT

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