Inserção dos Bancários no Plano Nacional de Imunização traz mais tranquilidade à categoria

Câmara Federal inclui bancários entre categorias com prioridade para imunização contra o coronavírus

A Câmara dos Deputados em Brasília concluiu no início da tarde desta quinta-feira, 17/06, a votação do Projeto de Lei 1011/20, que estabelece prioridade para novos grupos dentro do plano de vacinação contra a Covid-19. O texto principal foi aprovado em março, mas estava pendente a análise de destaques. A proposta vai ao Senado. Na votação de hoje, foram incluídos entre os grupos prioritários os bancários, as empregadas domésticas e os motoristas de aplicativos. O projeto é do deputado Vicentinho Júnior (PL-TO) e outros, e recebeu parecer favorável da deputada Celina Leão (PP-DF). Para entrar em vigor, o projeto aprovado ainda deve receber os votos positivos do Senado.

Mesmo comemorando a vitória para a categoria bancária e outros setores da classe trabalhadora agora inseridas no Plano Nacional de Imunização, o diretor de Saúde da Contraf-CUT e conselheiro do SindBancários, Mauro Salles, lembra que a batalha já se arrasta desde o ano passado, e o número de vítimas não parou de crescer.

Comando Nacional dos Bancários

“Há muito o Comando Nacional dos Bancários e as entidades sindicais lutam para incluir os bancários no Plano Nacional de Imunização, pois é uma situação urgente diante da alta exposição ao vírus em nossa categoria, com grande potencial de contaminação e transmissibilidade, bem acima da média na sociedade conforme mostrou recente estudo do Dieese. O PNI não foi construído de forma transparente e com critérios técnicos, o que provocou a necessidade de uma pressão social. As articulações são em todas frentes. Junto ao Governo Federal, onde tentamos interlocução com o Ministério da Saúde desde meados de 2020, só fomos atendidos pelo Ministro da Saúde apenas semana passada, quando conseguimos que ele recebesse nosso pleito e se comprometesse a encaminhar para a equipe técnica analisar”, destaca Salles.

O sindicalista também recordou a evolução recente do espalhamento do coronavírus entre setores da população. “No primeiro trimestre de 2020, o impacto da pandemia do novo coronavírus foi quase nulo, com uma média mensal de óbitos de 18,33 vidas. Já no mesmo período deste ano – 2021 -, com o agravamento da pandemia no país, a média mensal de óbitos se elevou para 52 vidas, com crescimento de 176,4%. Com esta vitória no Congresso, mesmo ainda faltando os votos do Senado, já conseguimos ampliar a confiança da categoruia para executar seu trabalho com mais segurança”, concluiu.

Fontes: Imprensa SindBancárfios, com Câmara Federal. Fotos: Contraf-CUT e Arquivo Imprensa SindBancários.

 

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