HSBC divulga lucro global de US$ 13,52 bilhões em 2015

O HSBC anunciou, na segunda-feira, 22/2, lucro global de US$ 13,52 bilhões em 2015, queda de queda de 1,2% no lucro líquido, na comparação com o ano anterior. Os números apontam ainda um prejuízo inesperado no quarto trimestre de US$ 858 milhões. Apesar da redução no volume de negócios (2,36%), o presidente do banco, Douglas Flint, chamou o desempenho do grupo de “globalmente satisfatório”.

Sérgio Siqueira, diretor da Contraf-CUT, apontou que o superprovisionamento feito pelo banco nos últimos anos só prejudicou a maioria dos funcionários enquanto altos executivos levavam e levam altos bônus. Ações jurídicas já estão em andamento por conta dessa manobra e outras mais serão abertas pelos sindicatos. HSBC foi e continua sendo nefasto para os trabalhadores do Brasil.”

Para Cristiane Zacarias, coordenadora nacional da COE/HSBC, os prejuízos do HSBC não são mais surpresa para o movimento sindical, sobretudo se observamos os últimos três ou quatro anos. “Surpreendente é ver quedas recorrentes nos resultados enquanto outros bancos seguem tendo lucros exorbitantes”, avaliou.

Os trabalhadores aguardam a publicação dos resultados obtidos pelo HSBC no Brasil, que devem sair em breve. “Os bancários estão ansiosos para saber e entender o lucro obtido no país, pois, na maioria das vezes, a falta de transparência na apresentação tem gerado muitas dúvidas e questionamentos”, acrescentou Cristiane.

Ela lembrou ainda que o banco deve uma resposta quanto a uma reunião para debater a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). “A não compreensão por parte do HSBC de que os resultados obtidos foram produzidos pelos bancários e de que suas decisões de gestão o levaram a outros caminhos devem nos mobilizar nacionalmente em busca da garantia dos nossos direitos”, finalizou.

O diretor do SindBancários e funcionário do HSBC, João Orlando Ribeiro, afirma que a queda no lucro tem dois vieses. O primeiro é o banco manter o discurso de crise e realizar provisionamentos exorbitantes. A segunda questão diz respeito à venda para o Bradesco. “Não há motivos para ficar repetindo que a uma crise financeira no Brasil e que a inadimplência cresceu. A inadimplência quase não cresceu no Brasil. E a ausência de lucro não tem nada a ver com os colegas que trabalham no banco. Se dependesse apenas dos bancários e bancárias do HSBC, o lucro seria muito maior”, avaliou José Orlando.

Fonte: Contraf-CUT, SEEB Curitiba e Imprensa SindBancários

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