Governo reduz oferta de ações do Banrisul

De madrugada, banco emitiu novo fato relevante anunciando que oferta de ações com direito a voto cairiam de 96 milhões para 71 milhões

Comunicado de “fato relevante” publicado na madrugada desta quarta-feira, 18/09, no site do banco, informa que o Banrisul reduziu a quantidade de ações que serão ofertadas na Bolsa de Valores de SP (B3) e também o cronograma de negociação dos papéis. Contrariando o anúncio anterior, pelo Palácio Piratini, de que faria a venda de um lote de 96 milhões de ações (com direito a voto) o total a ser colocado a venda foi diminuído para 71 milhões de ações. Com isso, a intenção do governo Leite de lucrar R$ 2,2 bi, para botar em dia o atraso nos salários do funcionalismo estadual, cai para aproximadamente R$ 1,6 bilhão.

O início das negociações das ações do Banrisul na B3 tem data prevista para sexta-feira, 20. Já a data de liquidação das ações do banco está programada para segunda-feira, 23/09, e o prazo máximo para divulgação do comunicado de encerramento é de 28 de setembro. Conforme a direção do banco estadual, o Banrisul detém 200 milhões de papéis desse tipo. Já para os analistas do mercado, a diminuição no lote de ações a serem comercializadas se deve à redução do valor de cada uma, que vem caindo e hoje está em R$ 22,00, na média.

Mais do mesmo

“O que vemos é mais do mesmo”, pontua o presidente do SindBancários. “O governador Leite está seguindo os mesmos passos tortos do Sartori”, diz Everton Gimenis. “Governos ineptos se sucedem e ao invés de apostarem no desenvolvimento do estado e na exploração de nossas potencialidades econômicas, preferem pegar o atalho de vender o patrimônio público. Isso, mesmo quando se trata de um banco como o Banrisul, que leva desenvolvimento para todo o Rio Grande do Sul, beneficiando até cidades pequenas, onde o mercado não tem nenhum interesse em atuar, pois não geram o lucro que eles querem”, concluiu.

Requerimento de Convocação

Em face ao novo anúncio de venda de ações, os deputados estaduais Fabio Ostermann (Novo) e Sebastião Melo (MDB) protocolaram um Requerimento de Convocação para que o secretário da Fazenda, Marco Aurélio Cardoso, e o presidente do Conselho de Administração do Banrisul, Ademar Schardong, compareçam a sessão plenária da Assembleia Legislativa. No requerimento, os parlamentares pedem urgência na convocação “face ao potencial lesivo” da operação ao erário público do estado.

Os dois deputados já haviam realizado uma audiência pública na Comissão de Economia da Assembleia Legislativa. Mas nem o Palácio Piratini nem a direção do Banrisul mandaram qualquer representante para explicar o assunto e suas consequências. Na ocasião, o presidente do SindBancários fez um paralelo entre o governo anterior e o de Eduardo Leite: “Ao contrário de José Ivo Sartori, o atual governador não quer vender todo o banco, mas por motivos puramente eleitoreiros: ele sabe que mais de 70% da população gaúcha é contra acabar com o grande banco público do estado”, explicou Everton Gimenis. “Por isso, a tática agora é ir desmontando, fragilizando o banco através destas vendas de ações até que fique tão precário que a população fique a favor da venda”, concluiu.

Vigilância

Na verdade, tanto o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região, como a Fetrafi-RS e muitos outros setores da sociedade gaúcha acompanham com atenção e vigilância o processo de venda de ações do banco de todos os gaúchos, que este ano acabou de completar 91 anos de vida produtiva.

Fonte: Imprensa SindBancários, com informações da Gaúcha ZH e Rádio Guaíba Notícias.

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