Governo de Sartori anuncia venda de 49% das ações ordinárias do Banrisul 

Depois de enviar à União sua proposta de venda ou federalização de seis empresas estatais gaúchas, incluindo o Badesul e parte do BRDE, como parte da renegociação da dívida do estado com o governo federal, a administração entreguista de José Ivo Sartori comunicou ao mercado financeiro, na manhã desta quarta-feira, 04/10, que venderá 49% das ações do Banrisul.

A informação enfatiza que serão “ações excedentes”. Ou seja, o controle acionário do Banrisul continuará com o Estado do Rio Grande do Sul. Também serão vendidas os 7% das ações preferenciais (sem direito a voto) que ainda estão em poder da instituição.

Especulação do mercado

Sócio da empresa Quantitas, ouvida em reportagem de ZH, Wagner Salaverry lembra que as ações do Banrisul vinham em um momento de valorização. O motivo era a especulação, mesmo que sempre negada pelo governo gaúcho, de uma possível privatização do banco. 

Com a possibilidade de privatização do Banrisul fora do plano anunciado na terça-feira e a venda informada agora, a tendência é cair o preço da ação. Haverá mais papéis no mercado. Ainda assim, o governo poderia embolsar mais de R$ 2 bilhões — comenta Salaverry.

Enfraquecimento do banco

Para todos que defendem o Banrisul forte e de propriedade do povo gaúcho, a medida é preocupante, pois trata-se de mais um fator de enfraquecimento da instituição financeira, que termina indo para a mão do mercado. “É assim que os governos não comprometidos com o patrimônio público vêm privatizando e enfraquecendo o Banrisul, único banco presente em todos os municípios do estado e de valor incalculável para a população gaúcha”, afirma o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

 

 

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