Goleadores brilham na quinta rodada da Copa SindBancários

Nas três partidas da competição no sábado, 27, sete boleiros estufaram as redes da quadra do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas. No primeiro jogo, o Bradesco FC superou o Bacen FC por 4 a 3. Os boleiros José Felipe Rocha, do Bradesco, e Felipe Flores Coutinho, do Bacen, contabilizaram dois gols cada na disputada partida.

No segundo confronto, o Santander bateu o União FC em 7 a 3. Bruno Schawrtz e Ronaldo Ferri, do Santander, e Leornardo Krug, do União assinalaram dois tentos cada um na goleada do time.

Na última partida, as duas equipes do mesmo banco, o Itaú SA venceu o Itaú ZN por 7 a 1. Os goleadores Júlio Baez e Jean Bitencourt, do Itaú SA, também balançaram as redes por duas cada um no placar mais elástico da rodada.

Como se viu, a quinta rodada mostrou que, entre os goleadores, a pegada está acirrada e não se projeta um favorito pra levar a medalha neste quesito na premiação final da competição.

No próximo sábado, 3/08, penúltima rodada da 1ª fase da Copa SindBancários, 2019, entram em quadra mais seis equipes: União FC x Bacen FC, Santander x Itaú ZN e Bradesco Gravataí x Bradesco FC.

O torneio deste ano presta uma homenagem ao presidente benemérito do Clube Esportivo Banrisul e do Centro Gaúcho de Esporte, o colega João Francisco Gaspar da Silva. A bola rola a partir da 9h30, sempre na quadra do Sindicato dos Metalúrgicos, Rua Caramuru, 330, no Centro de Canoas.

Placar da 5ª rodada

Bradesco FC 4 x 3 Bacen FC

Santander 7 x 3 União FC

Itaú SA 7 x 1 Itaú ZN

Craque na quadra

Bruno Schawrtz do Santander, que marcou dois gols e já figura entre os goleadores da competição.

Imagens dos jogos

Clique aqui e confira as fotos da rodada.

Destaque do apito

Fausto Scherer, o “Faustão”, ex-árbitros, que atuou por trinta anos no Futsal, voltou a soar o apito no sábado. Depois de dois anos afastado das quadras, ele mostrou fôlego, energia na disciplina e total domínio das regras do jogo. Além do “Faustão”, Greicy Kely Schmitz, Fábio Nunes e Rogério Avilá, configuraram a equipe da arbitragem.

Personagem

Fabiane Scherer, 34, a garota do pastel. “Nos jogos dos bancários servimos mais de 60 unidades, é o carro-chefe dos pedidos”, revelou. “Tem gente que não joga nada e só vem aqui pra comer o pastel”, corneteou um boleiro enquanto mandava ver no envelopado alimento de massa crocante e recheio personalizado.

Classificação

1º Itaú SA 13 pontos ganhos 15 Saldo de gols 4 vitórias

2º Bradesco FC 9 0 3

3º Santander 7 +6 2

4º União FC 6 +2 2

5º Bradesco Gra. 6 -3 2

6º Itaú ZN 3 -11 1

7º Bacen 0 -9 0

Próxima rodada

Sábado, 3/08, a partir das 9h30

União FC x Bacen FC

Santander x Itaú ZN

Bradesco Gravataí x Bradesco FC

Crônica

As cores no mundo da bola

Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”, frase de abertura do locutor esportivo Fiori Gigliotti para suas transmissões radiofônicas, que marcou gerações e gerações dos amantes do futebol na segunda metade do século passado. Naquele tempo, a bola era de capotão e marrom. Nos uniformes, predominavam o branco e o preto, para se diferenciar as equipes usavam detalhes em vermelho, azul e amarelo. Na Copa do Mundo, as seleções se fardavam com as cores das distintas bandeiras de cada país. Assim, times e seleções ganhavam nomes carinhosos que, em geral, nasciam da verve de algum jornalista e se eternizaram nos corações torcedores. Alvinegros, colorados, tricolores e canarinhos, celeste e laranja mecânica, e por aí seguia a leveza dos textos dos escribas.

No passado a TV não tinha cores, foi somente na Copa de 70 que a paleta do arco-íris do futebol entrou e nunca mais saiu da tela da sala de estar da torcida brasileira. No rádio, todavia, o espetáculo narrado pelo Fiori Gigliot, espalhava suas cores pelas ondas do rádio. Hoje, não é mais possível ver um jogo sem cores, seja ao vivo na TV ou sentado em alguma arquibancada.

É o caso, por exemplo, dos uniformes das equipes participantes da Copa SindBancários. O Bacen usa o preto, o verde e o amarelo nas camisas, meias e calção preto. O goleiro, que, de acordo com a regra, tem que se diferenciar, se veste de amarelo e vermelho. O time do Bradesco parece ter ser inspirado no Atlético de Madrid que, em 1911, vestiu pela primeira vez o uniforme colchonero, apelido que se deu pelo fato de a camisa listrada ser bem parecia com a capa que envolvia os colchões dos pobres espanhóis da época. Assim, os boleros bradesquianos vergam o vermelho, branco e azul, meias também vermelhas e calção preto. Já o arqueiro vai de branco na camiseta e preto no abrigo. A mistura de cores está presente em todas as camisas das distintas equipes em disputa na competição dos bancários, mostrando as diversidades do mundo fashion esportivo dentro das quatro linhas.

Outro destaque fica com a arbitragem. Não faz muito que predominava o preto, com eventual e discreto detalhe branco aplicado no punho ou na gola da camisa. Na década de 70, por exemplo, eram chamados de “homens de preto”, alguns, inclusive, tinha seus uniformes confeccionados com o tecido reciclado do guarda-chuva, em geral o Polyester por ser impermeável. Esta tendência do improviso no designe dos apitadores “começou nos anos 70 e foi até a década de 90. Eu mesmo mandei fazer um e o usei durante um bom tempo”, testemunho de Adão Alípio, um assistente craque no balançar das bandeiras à beira dos gramados, hoje, um radialista de sucesso baseado em Canoas. Na quinta rodada da Copa dos bancários, o time da arbitragem usava o preto nas meias e calção e um verde limão fosforescente nas camisas.

Assim rolam as cores no mundo da bola e “fecham-se as cortinas e termina o espetáculo”.

Crédito Fotos: Jackson Zanini

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