Geórgia: “O racismo existe, mesmo que seja velado”

Com este perfil da banrisulense Georgia Figueira, o SindBancários começa a comemorar e debater a Semana e o Mês da Consciência Negra

Aos 35 anos, a santa-mariense Georgia Figueira já foi delegada do SindBancário de Porto Alegre e Região durante três anos, embora nunca tenha pertencido a Diretoria da entidade. Graduada em Administração, com MBA em Gestão de Pessoas, hoje separada do marido e sem filhos, ela não lembra de ter tido “problemas com racismo, nem no ambiente de trabalho nem com clientes”.

O caminho do estudo

Mas guarda sempre um ensinamento que lhe passou sua mãe, quando era pouco mais que uma menina. “Mulher negra e pobre, precisa estudar muito para ser alguém. E eu levei isso como uma filosofia de vida”, recorda. “Estudei para ser concursada e não precisar da avaliação subjetiva, que poderia muito bem ser pela cor da minha pele”, destaca ela.

Racismo velado

Depois de trabalhar na Agência da Restinga, desde 2018 atua na Agência Cidade Baixa, do Banrisul. Sobre a Semana da Consciência Negra, mostra opinião formada. “Tem importância fundamental, para lembrar e mostrar à população que o racismo existe sim – pode até ser velado, mas está ali. São os negros que mais morrem, que têm menos oportunidades em empregos mais qualificados, que estão em maior número nas periferias”, enumera.

Instrumento de conscientização

A respeito de si mesma, Georgia reconhece: “Acredito que ter aparência bonita, como dizem, ajuda  sim  a conquistar mais respeito e admiração das pessoas, da sociedade”. No entanto, vê com nitidez o papel que o sindicalismo desempenha também nesta questão: “O Sindicato precisa ser cada vez mais um instrumento de conscientização e defesa de todos”, afirma. “Um instrumento para desenvolver também políticas de combate ao racismo dentro dos bancos”, complementa a bancária.

Geórgia tem duas irmãs e dois irmãos, mas somente ela é bancária.

Dia da Consciência Negra

A data de 20 de novembro faz referência ao dia da morte de Zumbi dos Palmares, o mais importante líder de um dos mais conhecidos lugares de resistência negra na história da escravidão no Brasil, o Quilombo dos Palmares.

O Dia da Consciência Negra foi determinado durante o governo Lula (2003-2010), a partir da Lei nº 10.639, que também instaurou a inclusão do tema “História e Cultura Afro-Brasileira” no conteúdo escolar brasileiro.

No governo de Dilma Rousseff, por meio da Lei nº 12.519, a data foi oficializada. O documento, então, estabeleceu o “Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra”.

Live Show da Consciência Negra 2020

Sábado, 21 de novembro

19h30

Assista e participe

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Fonte: Imprensa SindBancários, Fotos: Arquivo pessoal de Georgia Figueira

 

 

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