“GDP Caixa é máquina de moer de bancários” e causa desconforto e revolta na categoria, aponta SindBancários

Sindicato denuncia que critérios de avaliação e bonificação da categoria não foram negociados com entidade

O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) denuncia que, tal qual a política de teletrabalho adotada pela Caixa Econômica Federal, o novo método de avaliação e bonificação adotada pela Gestão de Pessoas do banco (GDP) não foi negociada com os trabalhadores e pegou a categoria de surpresa. Segundo a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Fabiana Uehara Proscholdt, mais da metade do quadro de funcionários foi classificado como razoável ou ruim.

Para o diretor do SindBancários, Jailson Prodes, o programa é uma ferramenta obsoleta e que é utilizada pela gestão de Pedro Guimarães para torturar trabalhadores com metas abusivas, avaliações injustas e medo constante de demissões.

“A iniciativa privada não usa mais esse tipo de avaliação há muito tempo porque percebeu que os resultados negativos desmotivam os funcionários. A verdade é que o GDP escancara a política de pessoal da Caixa que desvaloriza o conhecimento e esforço dos trabalhadores e tem por objetivo o desmonte da empresa com vistas à sua privatização. Por que a gestão da empresa adota ferramentas de avaliação para deixar funcionários insatisfeitos?”, questiona o dirigente sindical.

Para ele, a administração de Pedro Guimarães se utiliza de um instrumento que causa injustiça e sofrimento na categoria.

“Essa gestão não possui compromisso com a qualificação do atendimento, com os serviços que presta à sociedade ou com dos trabalhadores. Seu principal objetivo é descaracterizar a Caixa enquanto banco público, tentando criar uma cultura de banco privado dentro de uma empresa pública”, avalia.

Regras causam desconforto e revolta

De acordo com a diretora da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS), Sabrina Muniz, as novas regras acabaram gerando grande desconforto e revolta entre os colegas.

“A partir da pressão dos empregados, a Caixa corrigiu a GDP, ampliando de 5% para 25% a quantidade dos colegas que podem ter seu desempenho classificado como excelente. A medida atenua um pouco o problema, mas não corrige complemente as discrepâncias, pois muitos bancários que teriam um desempenho excelente pela regra antiga não tiveram essa possibilidade com as novas diretrizes, mesmo depois dessa última alteração”, aponta Sabrina.

Ela explica que os questionamentos que prevalecem entre os trabalhadores são referentes à correção dos valores a serem recebidos e quando o pagamento acontecerá.

“No regulamento do Bônus Caixa não está previsto ajuste dos valores após o pagamento do bônus, que aconteceu recentemente, mas considerando as distorções apresentadas pelo programa, o pagamento dessa diferença é esperado e justo. Não podemos aceitar que avaliações injustas prejudiquem funcionários que, de fato, estão cumprindo metas e gerando lucro para a instituição financeira”, conclui a diretora.

Fonte: Imprensa SindBancários

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