Fundamental para cultura, Banrisul precisa de editais com critérios inclusivos

Banco lançou projeto para artistas baseado somente em número de curtidas nas redes sociais

O Banrisul lançou nesta semana um edital para promover artistas gaúchos que poderia ser louvável, ainda mais em tempos de coronavírus, em que esses músicos foram diretamente atingidos por não poderem realizar shows e outras apresentações. Entretanto, o projeto gerou duras críticas da classe artística em razão dos seus critérios: os selecionados serão aqueles com mais seguidores nas redes sociais.

Vale lembrar que o Banrisul historicamente lança editais para promover a cultura gaúcha, o que tem sido fundamental para estimular a produção local. O que chama a atenção no atual documento é que os critérios de seleção não são culturais. Em vez de observar a importância daquele artista para sua cidade, região ou comunidade, o banco elege critérios que estão mais relacionados ao “marketing digital”, pois beneficia quem trabalha melhor suas redes e alcança mais pessoas.

Outro ponto que artistas locais tem chamado atenção é que, com estes critérios, o projeto deve ser monopolizado por músicos que tocam as músicas do momento, como sertanejo. Músicos que tocam Música Populares Brasileira (MPB), Música Popular Gaúcha (MPG), reggae e outros estilos não tão populares hoje devem ser alijados do processo.

“Como banco público, o Banrisul tem o dever de fomentar a cultura gaúcha, um papel que tem desenvolvido com louvor há décadas e temos certeza que continuará desenvolvendo. Não temos como não elogiar o projeto neste sentido. Mas é preciso pensar efetivamente na cultura, em estimular a produção de artistas locais, e não priorizar apenas o alcance da marca”, analisa o funcionário do Banrisul e presidente do SindBancários e funcionário do Banrisul, Luciano Fetzner.

Já a funcionária do Banrisul e diretora de Cultura, Esportes e Lazer do SindBancários, Ana Guimaraens, entende que o banco precisa ajustar seu edital. “O Banrisul precisa retomar as ações do passado, pensar efetivamente na cultura. A gente espera um edital que leve em consideração a importância daquele projeto para o Estado, para uma cidade, que traga elementos que comprovem que os recursos do banco estejam sendo investidos em projetos transformadores, independente se o artista é conceituado ou não”, observa.

Fonte: Imprensa/SindBancários

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