Frente em Defesa do Patrimônio Público será relançada no RS em 21 de fevereiro

A Frente em Defesa do Patrimônio Público será relançada no próximo dia 21 de fevereiro, em Porto Alegre, para unificar e fortalecer a luta contra a privatização de empresas públicas estaduais e federais. A data foi marcada na tarde desta segunda-feira, 28/01, durante a segunda reunião deste ano, realizada na sede da CUT-RS, com a participação de dirigentes de sindicatos e federações que representam trabalhadores de várias estatais, como Banrisul , CEEE, Petrobras, Caixa Econômica Federal (foto abaixo) e Correios, dentre outras.

Diálogo com a sociedade

“Os novos governos estadual e federal mal tomaram posse e já deram sinais de que pretendem entregar patrimônio público e, por isso, precisamos mobilizar todas as categorias atingidas, dialogar com a sociedade e pressionar os parlamentares contra a venda de empresas públicas”, afirmou a secretária de Formação da CUT-RS, Maria Helena de Oliveira.

Para o secretário de Comunicação da CUT-RS, Ademir Wiederkehr, “a privatização é um mau negócio para o Estado e o País, uma vez que a venda de patrimônio representa apenas um alívio imediato no caixa, mas depois piora as contas públicas, na medida em que não entrarão mais os lucros futuros dessas empresas. Além disso, a população sai perdendo, pois os serviços privados são bem mais caros, como é o caso da telefonia, e milhares de trabalhadores são jogados no olho da rua”.

Barragem: mau exemplo da privatização

O rompimento da barragem em Brumadinho(MG) foi apontado pelos dirigentes sindicais como resultado do fracasso das privatizações. “Quando a Vale era uma empresa do povo brasileiro, isso não acontecia. Após a venda da empresa a preço de banana no governo FHC, em 1997, a lógica dos acionistas passou a ser a busca de lucros cada vez maiores, negligenciando os controles ambientais e a segurança no trabalho”, criticou o secretário de Saúde do Trabalhador da CUT-RS, Dary Beck Filho.

Marca unificada

Além do relançamento, foi definida a elaboração de um jornal unificado e de uma marca para a identidade visual do movimento, bem como a realização de audiências públicas em câmaras de vereadores para mostrar à sociedade o papel e a importância dessas empresas. Não se justifica abrir mão do patrimônio público para atender aos interesses do capital privado, que apenas quer ampliar os seus negócios para aumentar os seus lucros.

Foi aprovado também o apoio às mobilizações das entidades contra os diversos ataques que várias instituições estão sofrendo, como é o caso da Caixa Econômica Federal, cujo leilão para a concessão da Lotex se encontra agendado para o dia 5 de fevereiro.

Nova reunião

Nova reunião da Frente em Defesa do Patrimônio Público foi marcada para o dia 11 de fevereiro, às 9h, na sede da CUT-RS. Os encontros são abertos à participação de todas as entidades que representam trabalhadores de empresas públicas estaduais e federais.

Fonte: CUT-RS

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