Formatura da Oficina Literária do SindBancários exalta importância de democratizar a comunicação no Brasil

Se há algo uma frente que é importante para a luta dos trabalhadores por melhores condições de vida e ampliação dos direitos, uma dessas frentes é a cultura. Na segunda-feira, 18/1, o SindBancários renovou mais uma vez esse entendimento. Na abertura do Esquenta Fórum Social Mundial 2016, que teve também a comemoração do aniversário de 83 anos do SindBancários, ocorreu a formatura da oitava turma de oficineiros da Oficina Literária do SindBancários.

Em 2015, foram 30 oficineiros divididos em duas turmas. De março a dezembro, cerca de 500 a 600 textos foram produzidos. Desses, foram selecionados 90 para a antologia de textos reunidos sobre a história da imprensa gaúcha e brasileira no livro “Nos caminhos da imprensa Rio-Grandense e Brasileira”. A edição bilíngue (também em espanhol) foi lançada em novembro de 2015 na Feira do Livro de Porto Alegre. O livro deve ser lançado em abril na Feira do Livro de Buenos Aires.

A oficina de 2016 já tem tema e data de abertura de inscrições.  A partir da segunda-feira, 25/1, os interessados devem procurar a secretaria geral do SindBancários. As aulas começam em maio, sob a orientação do escritor e professor Alcy Cheuíche e abordarão o tema da chegada do Banco do Brasil no Rio Grande do Sul há 100 anos.

Veja aqui as imagens da formatura.

A solenidade de formatura reuniu a maioria dos oficineiros na sede da Fetrafi-RS. O professor Alcy Cheuíche anunciou a abertura da nova oficina e falou sobre o tema em 2016. Será a nona edição desde 2008. “Vamos falar da chegada do Banco do Brasil em 1916 no Estado. Não vamos nos ater somente neste fato. É preciso muita pesquisa para recuperarmos o contexto histórico da época. O direito de liberdade de expressão não é somente de quem escreve, mas de quem lê e pode aceitar ou não o que lê. O SindBancários é uma entidade que tem uma visão ampla do que é o sindicalismo. Sem cultura, nada se consegue”, discursou Cheuíche durante a solenidade.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas e funcionário do SindBancários, Milton Simas, exaltou a parceria com o SindBancários, e o clima de produção e de trabalho durante as aulas na Oficina Literária do SindBancários em 2015. Simas foi o orador da turma.  “O exercício de escrever do jornalista requer exaustivo exercício diário. A literatura vai além. Mergulhamos ao longo de 2015 na história da imprensa. Fomos como diamantes. Lapidados por um ano”, avaliou.

Ex-presidente do SindBancários e diretor da Contraf-CUT, Mauro Salles, é um dos idealizadores da Oficina Literária. “A importância do projeto não é ser somente uma oficina para aprender a escrever. É de reflexão e de resgate da verdade histórica. A questão da imprensa é mais atual do que nunca. A grande batalha que nós trabalhadores temos que enfrentar é a batalha da comunicação. A oficina é uma verdadeira trincheira de enfrentamento da violência simbólica”, explicou.

O presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, exaltou a formatura, a importância da cultura e o exemplo a ser seguido pelos mais de 100 sindicatos e 8 federações que compõem a estrutura de representação dos trabalhadores bancários no Brasil. “Quero parabenizar o SindBancários porque este Sindicato sabe a função dele no mundo. Também quero dar os parabéns aos oficineiros e ao seu mestre o escritor Alcy Cheuíche. Ninguém veio aprender a escrever. Estava tudo lá dentro. O que a oficina fez foi abrir a porteira”, ilustrou.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, lembrou do sucesso do livro “50 anos do Golpe de 1964”, lançado pela oficina de 2014. O livro teve repercussão no Chile, quando foi lançado em fevereiro do ano passado na histórica Biblioteca Nacional de Santiago, a capital chilena. Gimenis defendeu que a história deva ser contada repetidamente, sobretudo quando falamos de golpes militares na América Latina a partir da década de 1950.

“Todo mundo discute o sistema da imprensa, o seu monopólio. Precisamos debater e criar alternativas. Está mais do que na hora de mudarmos. É preciso abrir espaço para as rádios comunitárias e para todas as visões de mundo. Não só para a visão de mundo do sistema financeiro, o principal financiador das grandes redes de comunicação”, disse Gimenis.

Oficineiro presta homenagem à esposa falecida

Ao subir ao palco e receber o diploma de conclusão da Oficina Literária do SindBancáiros, Ramon Franco, lembrou de uma companheira de oficina e de vida. Ramon conta que frequenta as oficinas do Sindicato desde a primeira edição em 2008, mas que há dois anos perdeu a sua maior parceira. Sua esposa, Quitéria Franco, faleceu. “Fiz uma homenagem a ela. Fomos casados por 60 anos e fazíamos a oficina juntos”, lembrou emocionado.

Crédito fotos: Caco Argemi

Fonte: Imprensa SindBancários

 

 

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