“Fora Temer” ecoou em todo o país no Dia Nacional contra reformas da Previdência, Trabalhista e a retirada de direitos

Os bancários de todo o Brasil se uniram com diversas categorias da classe trabalhadora na quarta-feira, 15/03, no Dia Nacional de Paralisação contra as Reformas da Previdência, Trabalhista, e a retirada de direitos dos trabalhadores. O grito “Fora Temer” ecoou em todos os cantos do país  manifestações em 19 capitais estaduais e no Distrito Federal. Apenas na capital paulista, mais de 200 mil trabalhadores e trabalhadoras se manifestaram contra o governo ilegítimo de Temer.

Tomando consciência

O presidente do SindBancários de Porto Alegre e Região, Everton Gimenis, calcula que, apenas na região central da capital gaúcha, dezenas de agências paralisaram suas atividades, especialmente no horário da manhã. “A categoria agora mostra que está tomando consciência do tamanho do expurgo dos direitos trabalhistas que esta reforma de Michel Temer quer impor aos bancários e aos demais trabalhadores”, disse Everton Gimenis, que ontem visitou agências fechadas e conversou com os colegas.

 

O dia começou com manifestações nas principais vias do país, paralisações dos transportes públicos, fechamento de agências bancárias e greves de diversas categorias em várias cidades brasileiras. À tarde, grandes atos públicos foram realizados nas principais avenidas.

Interior do estado

Em Porto Alegre, desde manhã cedo foram realizadas manifestações e paralisações. “Em todo o Rio Grande do Sul foram realizados 23 atos no interior do estado e 12 categorias profissionais paralisaram suas atividades”, informou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

Marcha em Porto Alegre

Ao final desse dia 15, milhares de pessoas participaram da marcha que encerrou a jornada de mobilização contra a Reforma da Previdência em Porto Alegre. Cerca de 10 mil pessoas participaram da manifestação que partiu da Esquina Democrática e seguiu pela avenida Borges de Medeiros até o Largo Zumbi dos Palmares. Organizada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, por sindicatos como o SindBancários, federações como a Fetrafi-RS, centrais sindicais e movimentos sociais, o ato de encerramento do dia de luta contra a proposta de Reforma da Previdência do governo Temer exibiu uma unidade rara: além das duas frentes, seis centrais sindicais, dezenas de sindicatos e movimentos sociais, contou também com a participação de partidos como o PT, PSOL, PCdoB, PSTU e PCB.

Organização nacional

Hoje foi um dia histórico da classe trabalhadora, um dia que todas as categorias se uniram para dizer peremptoriamente que somos contra a reforma da previdência”, afirmou o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten. “A reforma que somos a favor é a reforma da Presidência, nós queremos fora Temer. Desde o começo do dia de hoje, a nossa Confederação acompanhou a movimentação dos bancários no Brasil todo. De norte a sul os bancários paralisaram agências. Disseram que não concordam com a Reforma da Previdência, disseram que são contra a Reforma Trabalhista e que são contra a privatização dos bancos públicos, que está em curso também no Brasil hoje. Essas coisas só estão acontecendo porque houve um golpe que retirou a presidenta Dilma e colocou no seu lugar um presidente golpista. Hoje, está claro que a população brasileira não concorda com esse modelo de governo e quer imediatamente Fora golpe, fora golpista, fora Temer”, concluiu Roberto von der Osten.

Mudanças inaceitáveis

Entre os principais pontos contestados pelos manifestantes estão o estabelecimento de idade mínima de 65 anos para requerer aposentadoria, igual para homens e mulheres, e os 49 anos de contribuição exigidos para acessar a aposentadoria integral, além de impactos negativos que a reforma proposta por Temer causará entre trabalhadores e trabalhadoras rurais. Movimentos sociais e centrais sindicais consideram que a reforma acaba com a possibilidade da maior parte da população conseguir se aposentar, abrindo espaço para os bancos oferecerem planos de previdência privada.

Previdência: déficit falso

Os trabalhadores também ressaltaram que o argumento do governo Temer sobre o déficit na Previdência é falacioso, já que desconsidera que o orçamento da Seguridade Social contempla previdência, assistência social e saúde, e não apenas o pagamento dos benefícios previdenciários. Outro ponto destacado pelos opositores da reforma é que há muitas desonerações aplicadas pelo governo federal que reduzem o montante arrecadado pela Previdência, além de dívidas da ordem de R$ 487 bilhões.

Fonte: Imprensa SindBancários com Contraf-CUT e informações do site Sul21.

Fotos: Anselmo Cunha e Guilherme Santos


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