Financiários debatem sobre propostas para campanha salarial

Minuta deve ser apresentada à Fenacrefi até a primeira quinzena de maio; data-base da categoria é 1º de junho

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) das Financeiras realizou uma reunião em videoconferência nesta sexta-feira (24) para definir as premissas da campanha salarial da categoria. A data-base dos financiários é 1º de junho.

“Há um consenso entre as federações de priorizar a manutenção do emprego entre os financiários e amenizar ao máximo as perdas financeiras que o trabalhador pode ter com a crise do coronavírus e às recentes MPs editadas pelo governo. Ao mesmo tempo, vamos buscar a inclusão de algumas clausulas específicas, como o aditivo assinado recentemente entre Sindicatos e Fenaban que busca combater a violência doméstica”, explica o diretor de Financeiras e Terceirizadas do SindBancários, Luis Cassemiro, que representa os gaúchos na COE das Financeiras.

Cassemiro ainda lembra que, na base de Porto Alegre e Região, o SindBancários vem entrando em contato com todas as Financeiras para se informar das medidas que estão sendo tomadas para proteger os financiários e empregos. “Dentro do possível, estamos ouvindo todas as instituições financeiras, sejam elas grandes ou pequenas, da nossa base. É fundamental que os Sindicatos sejam incluídos no debate de qualquer medida que venha reduzir o salário ou a carga horária dos funcionários, tanto para proteger os financiários quanto para trazer segurança jurídica às empresas”, avalia o diretor.

Rio Grande do Sul

Cassemiro explica que, no caso do Rio Grande do Sul, há financeiras que seguem o acordo Estadual assinado com o SindFin, que tem data-base em 1º agosto, e outros que seguem o nacional, assinado com a Fenacrefi. “O Rio Grande do Sul é o segundo Estado que mais tem financeiras no Brasil, perde apenas para São Paulo, e muitas das financeiras locais são associadas ao SindFin. É importante sempre lembrar que temos esses dois acordos regendo os financiários. As financeiras que tem alcance em todo o território nacional, em geral, seguem a Fenacrefi, já as locais seguem o SindFin”, observa.

Acordo nacional

“Precisamos analisar com cuidado todas as variáveis, tendo em vista a atual conjuntura deste tempo de pandemia, que pode trazer drásticas consequências para as financeiras, mas principalmente para os trabalhadores”, disse o secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Gustavo Tabatinga, na abertura da reunião.

O coordenador da COE das Financeiras, Jair Alves, também chamou a atenção para o contexto atual. “Neste momento de pandemia, nossa prioridade é evitar demissões, manter os direitos e impedir que as empresas se aproveitem da situação para ampliar ainda mais seus lucros à custa dos trabalhadores”, disse o coordenador da Comissão, Jair Alves.

Debate das propostas

Ao final da reunião, Jair ressaltou a importância do debate sobre as propostas levantadas pelas federações e sindicatos em suas bases. “As propostas que tiramos aqui devem ser bem debatidas nas bases de cada uma das entidades para que a gente possa construir uma proposta bem representativa a ser encaminhada à Fenacrefi (Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento)”, explicou. “Nossa meta é a de que até a primeira quinzena de maio a gente tenha uma proposta a ser apresentada à Fenacrefi”, concluiu.

Antes da apresentação da proposta, a COE das Financeiras voltará a se reunir. A data da próxima reunião, que ainda não foi definida, será comunicada às federações e sindicatos brevemente.

Fonte: Contraf-CUT com edição de Imprensa/SindBancários

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