Ex-ministro e aliado de Temer, Geddel é investigado pela Polícia Federal por fraude na Caixa

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 13/01, a Operação Cui Bono para investigar fraudes na liberação de recursos da Caixa Econômica Federal para empresas entre 2011 e 2013. Um dos alvos é o ex-ministro de Michel Temer, Geddel Vieira Lima, que já foi vice-presidente de Pessoa Jurídica do banco. Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais no Distrito Federal, Bahia, Paraná e São Paulo.

De acordo com a Polícia Federal, além de Geddel – um dos homens de confiança de Temer no início de seu governo – , o esquema envolveria ainda o vice-presidente de Gestão de Ativos do banco e empresas dos ramos de frigoríficos, de concessionárias de administração de rodovias e de empreendimentos imobiliários, além de um operador do mercado financeiro. A Operação Cui Bono é um desdobramento da Operação Catilinárias, realizada em dezembro de 2015.

Lava-Jato

Já em janeiro de 2016, o ex-ministro e parceiro de Michel Temer foi citado no âmbito da Operação Lava-Jato. Mensagens apreendidas pela Polícia Federal revelaram que o ex-vice-presidente da Caixa, ex-ministro e ex-deputado federal (PMDB-BA) usou sua influência política para atuar em favor de interesses da construtora OAS dentro do banco público e também na Secretaria de Aviação Civil e junto à Prefeitura de Salvador.

Esquema com Cunha

O atual esquema, conforme o que está sendo investigado, visava a liberação irregular de recursos da Caixa para as companhias por meio de direcionamento político, com participação também do então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em troca de pagamento de propina.

Vale lembrar que Geddel chegou a ocupar, como ministro de Temer, a Secretaria Geral de Governo, mas caiu após ser acusado de ter usado o cargo para pressionar o ministro da Cultura, Marcelo Calero, para obter vantagens pessoais no caso de um apartamento em área restrita no Centro de Salvador.

Nomeações políticas

O uso da instituições fundamentais para o país como a Caixa Federal, para apadrinhamentos políticos como no caso de Geddel Vieira Lima, também merece a atenção da sociedade”, diz o presidente do SindBancários. “Afinal, a Caixa, que cumpre uma trajetória histórica como instituição financeira e como gestora de programas sociais, não pode ficar na mão do jogo político que faz nomeações sem critérios técnicos e, em certos casos, também sem critérios morais”, conclui Everton Gimenis.

Fonte: Imprensa SindBancários com informações da Agência Reuters, Site G1 e Rádio Guaíba

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