Esperança para reconstruir o Brasil que a gente quer

Aloizio Mercadante convida bancários e bancárias a trabalharem pela mudança do país

“Hoje, a esperança tem que derrotar o ódio.” Com essas palavras, o ex-senador Aloizio Mercadante, presidente da Fundação Perseu Abramo, fundador do Partido dos Trabalhadores e ex-ministro do governo Dilma Rousseff, abriu o segundo dia da 24ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, neste sábado, 11 de junho.

Até domingo, 12, cerca de mil bancários e bancárias estarão reunidos de forma híbrida para definir a pauta de reivindicações para a campanha salarial, mas também para debater o papel da categoria nas eleições deste ano.   

Na mesa “Reconstruir o Brasil que a gente quer”, Mercadante analisou a conjuntura brasileira e conclamou trabalhadores e trabalhadoras a se organizarem para mudar os rumos do Brasil, que sofre com uma crise sem precedentes iniciada em 2016, aprofundada com a pandemia, mas irresponsavelmente agravada pelas escolhas políticas e econômicas do governo Bolsonaro. 

Miséria e desespero

A política neoliberal que se instalou no país nos últimos seis anos, segundo Mercadante, é a grande responsável pelos índices de pobreza e miséria registrados atualmente. “Essa lógica financeirizada e esse modelo neoliberal concentra renda e riqueza de forma mais acelerada e distribui mais pobreza, miséria e desalento”, apontou. “Estamos falando de 10 milhões de desempregados, de 26 milhões de subutilizados que vivem de bicos. É a primeira vez na história que o mundo do trabalho precarizado é maior que o mundo do trabalho organizado. Metade da classe trabalhadora não tem sindicato.”

O economista lembrou dos ataques neoliberais ao longo da história, começando por Fernando Collor de Mello e a sua “agenda de privatizações, abertura econômica, desregulamentação”. Depois, Fernando Henrique Cardoso, que apesar da estabilização do Plano Real, manteve “uma âncora cambial” e no final do processo promoveu o desmonte do Estado e levou o Brasil ao FMI, com uma dívida pública de 55% do PIB. O novo pacote de privatizações iniciado no governo golpista de Michel Temer e a sua continuidade no governo Bolsonaro, com graves consequências para a classe trabalhadora.

Para Mercadante, “só tem uma liderança neste país capaz de derrotar o Bolsonaro, defender a democracia, acabar com a fome, a pobreza e retomar o desenvolvimento e o prestígio do Brasil no cenário internacional: Luiz Inácio Lula da Silva.”

Papel dos bancários e bancárias  

A categoria bancária, apontou Mercadante, pela sua força e história de organização sindical, precisa estar à frente do debate eleitoral junto à classe trabalhadora. Por isso mesmo, o ex-senador convidou a categoria a apresentar propostas para o plano de governo de Lula, hoje pré-candidato à presidência da República. 

“Vocês estão por dentro do sistema financeiro, vamos sentar com os bancários de todo o Brasil para ouvir propostas. Além da luta por emprego e condições de trabalho, proponho que incluam o papel dos bancos públicos, que serão fundamentais para o futuro do país; o debate sobre o papel dos fundos de pensão no desenvolvimento; e a democratização do crédito, com propostas para aliviar a situação de 77% da população hoje endividada e 25% que está inadimplente. Vocês podem nos ajudar a pensar um Brasil diferente”.

Os debates da 24ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro seguem na tarde deste sábado com mais duas mesas:

13h30 às 15h30 – Mesa 3 – Apresentação de dados do setor bancário
15h30 às 17h30 – Mesa 4 – Apresentação do resultado da Consulta dos Bancários 2022; Organização e mobilização para reconstruir o Brasil que a gente quer; Acordo Nacional

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