Entenda como é calculada e paga a PLR do BB

Colegas relataram dúvidas sobre aplicação do reajuste com aumento real. PLR do BB foi paga antes de o IBGE divulgar o índice de inflação de setembro

Pelo módulo Fenaban, o funcionário recebe 45% do salário paradigma definido no acordo, acrescido de parcela fixa a ser definida pelo banco, para cada semestre.

O módulo BB constitui-se de uma parcela composta pela divisão entre os funcionários de 4% do lucro líquido verificado no semestre, mais uma parcela que varia conforme cumprimento do Acordo de Trabalho (ATB) ou Conexão.

Em linhas gerais, não é possível simular previamente a PLR do Banco do Brasil 2021 porque este cálculo depende de diversas variáveis que somente o banco tem as informações, como separar e distribuir o montante para os acionistas; calcular o salário paradigma e a quantidade de salários e o módulo bônus para enfim, fazer o pagamento da PLR.

O banco divulgou uma tabela com cálculo aproximado do valor a ser recebido por escriturários e caixas (veja mais abaixo).

Ainda assim, algumas dúvidas persistiram. Há colegas que perguntam por que a primeira parcela da PLR do BB, paga em 31 de agosto, conforme anunciado pela direção do banco, veio sem a correção do INPC (10,42%) acrescida de 0,5% de aumento real. A dúvida faz sentido, porque, de fato o percentual de 10,97% n]ao foi aplicado como correção à PLR do BB.

Acontece que o Banco do Brasil pagou a primeira parcela antes de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar a inflação dos últimos 12 meses, aquela compreendida de agosto de 2020 e setembro de 2021. O percentual de 10,42% só foi divulgado no dia 9 de setembro, 10 dias após BB depositar a primeira parcela da PLR.

Lembrando que a data-base nacional dos bancários é 1º de setembro.

Conforme o Acordo Coletivo de PLR do Banco do Brasil, a apuração da correção pelo banco se dá no mês de junho. A diferença inflacionária que houver é compensada quando o banco deposita a segunda parcela da PLR, em março.

Quer dizer, aqueles colegas que receberam a PLR no dia 31 de agosto passado receberão diferenças relacionadas à correção de índice de inflação (entre junho de 2021 e setembro de 2021) em março de 2022.

Você pode se inteirar da complexidade do valor da PLR do BB, clicando na linha abaixo e lendo, especialmente as cláusulas 12 e 13. Mas é importante ler todo o ACT PLR, para entender que cada função no BB praticamente tem uma regra própria.

Clique e leia aqui a íntegra do acordo de PLR do Banco do Brasil

Há outras questões que podem incidir sobre o valor da PLR a ser recebida, como faltas não justificadas, licenças remuneradas ou não remuneradas etc.

Veja abaixo a tabela dos valores pagos aos escriturários e aos caixas.

Banco do Brasil divulgou data de antecipação e valores da PLR em 30 de agosto

O Banco do Brasil divulgou no início da noite da segunda-feira, 30/8, a tabela com valores da Participação nos Lucros e/ou Resultados referente ao primeiro semestre de 2021. Os valores totais por cargo são de R$ 7.672,68 para escriturários e R$ 8.307,49 para caixa executivo.

Pelas regras definidas no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários do Banco do Brasil, o pagamento da PLR só ocorre 10 dias após o pagamento aos acionistas, ou juros sobre capital próprio, aos acionistas – incluindo o governo, que detém 50% das ações do BB; investidores estrangeiros com 21,5%; investidores nacionais com 28,1%; e ações em tesouraria, com 0,4%.

Mas, atendendo solicitação da Contraf-CUT, o pagamento foi realizado na terça-feira, 31/8, no mesmo dia em que será efetuado o pagamento da complementação dos Juros sobre Capital Próprio (JCP) aos acionistas.

“O pagamento antecipado da PLR é uma grande ajuda para os funcionários, que pode fazer uso do recurso que lhe pertence de forma antecipada. Mas, é também o reconhecimento do trabalho que eles desempenham para que o banco obtenha os bons resultados que vem obtendo, mesmo em meio a uma pandemia que está deixando toda a economia em frangalhos”, ressaltou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.

Fonte: Contraf-CUT, com edição de Imprensa SindBancários

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