Emprego, agências digitais e agenda sindical foram os temas da reunião com o Itaú

Em reunião na quarta-feira, 23/3, em São Paulo, entre a Contraf-CUT, federações, sindicatos e o banco Itaú, os representantes dos trabalhadores debateram sobre o tema emprego e uma agenda sindical permanente com a instituição financeira. Os bancários gaúchos foram representados pelo diretor do SindBancários, Eduardo Munhoz Baptista.

Na ocasião, o banco demonstrou o número de exonerações ocorridas no ano de 2015. Segundo o Itaú, o índice ficou abaixo de 10%. “Consideramos uma porcentagem muito alta quando comparada à lucratividade do banco. Somente no ano passado, o Itaú obteve um dos maiores lucros da sua história, na casa de R$ 23,8 bilhões”, ressaltou o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten.

Devido à onda de demissões que ocorreu no final do ano passado, os dirigentes sindicais cobraram do Itaú reuniões periódicas para tratar da manutenção de empregos. “O índice de demissões vem crescendo devido ao novo modelo que o banco vem implementando de agências digitais, além da reestruturação na Atec (área de tecnologia) do Itaú. Por isso, a diminuição da rentabilidade das agências de varejo vem diminuindo cada vez mais os postos de trabalho”, disse Jair Alves Santos, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú.

O banco propôs manter uma mesa de negociações para debater vários pontos, tais como jornada de trabalho, saúde, emprego, agências digitais, entre outros. A expectativa dos representantes dos bancários é de que estas reuniões aconteçam entre uma ou duas vezes por mês.

Sobre o tema jornada de trabalho, o banco anunciou que está aperfeiçoando o novo modelo do ponto eletrônico, para evitar que os funcionários ultrapassem duas horas excedentes (horas extras). “Para diminuir esta preocupação e para que o banco não sobrecarregue seus funcionários, acreditamos que é possível aumentar as contratações ao invés de diminuir, como vem ocorrendo”, concluiu Jair.

A Contraf-CUT entregou um ofício solicitando as seguintes informações: o número de agências digitais em funcionamento; endereço de todas essas agências; número de empregados lotados por agência digital, bancários e terceirizados e jornada de trabalho de todos os trabalhadores lotados nas agências digitais.

“A necessidade de termos esses dados, destes locais de trabalho e o número de bancários, é de extrema importância para que possamos abrir um debate que envolva jornada de trabalho dos funcionários, além da questão da saúde dos trabalhadores”, destacou a presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Adriana Nalesso.

A próxima reunião acontecerá no início de abril, com data a confirmar.

Lucro X Demissões

O Itaú obteve em 2015 o maior lucro anual da história de um banco registrado até hoje, de R$ 23,8 bilhões, aumento de 15,6% em relação ao resultado do ano anterior, superando seu próprio recorde de 2014.

Apesar do excelente desempenho, o banco reduziu 2.711 postos de trabalho, contribuindo para o aumento do desemprego no país e para a piora das condições de trabalho em suas unidades.

Crédito foto: Jailton Garcia

 Fonte: Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS

 

 

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