Em plena pandemia, Caixa quer cobrar metas dos empregados

Comunicação foi feita pela Vired e Vimov, na quarta, 03/06, em São Paulo

Em reunião virtual no final da tarde desta quarta-feira, 03/06, a vice-presidência de Rede (Vired), em conjunto com a vice-presidência de Varejo (Vimov), informou aos gerentes da Caixa as metas que devem ser alcançadas a partir de agora – em plena pandemia de coronavírus e em meio ao pagamento do Auxílio Emergencial.

A postura contraria compromissos firmados anteriormente. Em março, a direção do banco havia se comprometido a suspender a cobrança de metas durante a pandemia de coronavírus. Já no começo de abril, em documento, a vice-presidência de Varejo havia afirmado que “nenhuma unidade ou empregado terá impacto na sua carreira em razão dos resultados observados enquanto durar esta fase de confinamento”. Depois, no início de maio, havia comunicado a suspensão da GDP.

Situação de anormalidade

A videoconferência tratou das metas como se estivéssemos em situação de normalidade, e não em meio a uma pandemia que tira vidas e que reduziu a renda da população. A empresa desconsidera que sua meta deveria ser preservar vidas, pagar o Auxílio Emergencial e continuar oferecendo linhas de crédito às empresas.

“Gerentes têm chegado nas unidades antes das 7 horas, e os empregados passam o dia todo gerando ‘tokens’ para pagamento de Auxílio Emergencial! Como vamos ainda cumprir metas?”, indignou-se um trabalhador.

Relaxamento das medidas de segurança

Ao mesmo tempo em que volta com a abusiva cobrança das metas neste momento, a Caixa também relaxa as medidas de segurança relacionadas à saúde de seus empregados. Está havendo o retorno de trabalhadores de áreas-meio que estavam em sistema de teletrabalho, e mudanças nas regras de afastamento dos terceirizados.

Redução de empregados

O assunto deve ser debatido com a direção da Caixa pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE). Membro da CEE e diretor da Fetrafi-RS, Gilmar Aguirre aponta, como agravante desta situação de grande demanda pelo pagamento do Auxílio Emergencial, o número reduzido de empregados em atendimento. A Caixa já teve 101 mil funcionários, hoje tem pouco mais de 84 mil. “Desde o governo Temer há o sucateamento das empresas e serviços públicos. Até sermos chamados a ajudar nesse momento, a Caixa era alvo de privatização, de venda das subsidiárias para seu enfraquecimento por parte do governo Bolsonaro”, relembra Aguirre.

Fonte: APCEF e Fetrafi-RS, com edição de Imprensa SindBancários

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