Em Nota Pública, Sindicato cobra ações urgentes frente a avanço do Covid-19

Para o SindBancários, é urgente que governos e empresas adotem medidas rígidas frente ao colapso do sistema de saúde de Porto Alegre

O SindBancários publicou nesta quarta, dia 24, uma nota pública cobrando, de forma urgente, medidas contundentes, por parte dos governos e empresas, frente ao colapso do sistema de saúde de Porto Alegre. Para o Sindicato, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, e o governador do Estado, Eduardo Leite, precisam assumir suas responsabilidades e parar de “afirmar que aglomerações, festas clandestinas e feriados como o carnaval são os únicos culpados pelo dramático aumento de casos”.

O Sindicato ainda lembra que os bancários nunca pararam de atender a população durante a pandemia e exigem um aumento na segurança dos bancos. Frente a isso, o Sindicato também está oficiando todos os bancos e buscando diálogo via comissões de empresas, na busca de um maior rigor nas medidas preventivas e protocolos.

Nota Pública do SindBancários de Porto Alegre

O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) vem por meio desta nota pública manifestar a perplexidade da categoria bancária com a forma irresponsável que governos e empresas privadas estão lidando com o cenário atual da pandemia da Covid-19.

Estamos à beira do colapso do sistema de saúde público e privado em Porto Alegre devido ao aumento de casos de internações, momento em que são mais do que necessárias medidas contundentes! A atual política negacionista da Prefeitura de Porto Alegre, na figura de seu prefeito Sr. Sebastião Melo, assim como a flexibilização e manutenção da cogestão da crise decretada pelo governador Sr. Eduardo Leite, seguem colaborando para perpetuar a necropolítica do governo Bolsonaro. A vida da população continua sendo colocada em segundo plano, em defesa dos interesses do mercado.

Afirmar que aglomerações, festas clandestinas e feriados como o carnaval são os únicos culpados pelo dramático aumento de casos, como fazem prefeitos e o Sr. governador, é se eximir da própria responsabilidade, é desrespeitar o trabalhador que se expõe ao risco de contaminação todos os dias, utilizando um transporte público de péssima qualidade e que infelizmente também transporta o vírus para o seu local de trabalho e para sua casa. Não tomar medidas rígidas neste momento é expor a população (que também é consumidora) à morte em massa seguindo a lógica negacionista e irresponsável do governo Bolsonaro, que tem a pior gestão da pandemia em todo o mundo. É criminoso e deverão ser responsabilizados!

Os bancários, desde o início da pandemia, trabalham em uma atividade declarada como essencial pelo governo federal. Nunca deixamos de atender a população e sempre exigimos medidas dos bancos e dos governos que garantissem a segurança e proteção do trabalhador e da população que precisa ir às agências. Bandeira preta, deve significar protocolos mais rígidos. Exigimos dos bancos o aumento da segurança, como impedir aglomerações garantir distanciamento social, higienização permanente dos ambientes, uso de máscaras, ampliação de atividades em home office e o atendimento presencial individualizado somente para casos de extrema urgência e marcados remotamente. Também exigimos a emissão imediata de CAT para os casos confirmados de trabalhadores infectados, uma vez que a contaminação por COVID pode ter vinculação ao trabalho e deve ser registrado uma vez que ainda não fazemos ideia das sequelas e consequências que a doença pode causar no futuro.

Defendemos um consistente plano de vacinação que tenha critérios transparentes baseados em requisitos científicos e que as prioridades sejam estipuladas dentro de critérios epidemiológicos.

Neste sentido, lutamos para que os bancários, como categoria essencial e cujas características da atividade têm um potencial alto de transmissibilidade do vírus, sejam incluídos na fila de prioridades. Mas não podemos aceitar lobbys de setores que estão sendo incluídos pelo governo sem critérios científicos, somente com critérios políticos. A imunização contra a Covid-19 é um direito do povo brasileiro e é uma obrigação do governo federal coordenar uma estratégia nacional de vacinação e prover as vacinas, seguras e eficazes, que deverão ser aplicadas em toda população brasileira.

Diante da omissão de Bolsonaro, estados e municípios devem proteger a população. Temos no Brasil o SUS, sistema público de saúde mais eficaz do mundo, mas os flagrantes despreparo e omissão do governo federal seguem impedindo o devido processo de vacinação em massa dentro dos parâmetros epidemiológicos adequados.

A saúde e a vida têm que ser prioridade absoluta e a melhora da atividade econômica está intimamente ligada à vacinação. Só quando o vírus for contido a normalidade será possível. Não há mais espaço para a sociedade brasileira continuar admitindo tamanha negligência. A Covid-19 já contaminou quase 10 milhões de brasileiros e ceifou mais de 230 mil vidas.

O caminho para superarmos essa barbárie não é fácil nem curto. Precisamos de ações imediatas e decisivas por parte dos governos e empresas. Somente com uma forte pressão da sociedade teremos condições de virar a página desse triste momento da história do nosso país.

O SindBancários seguirá firme na defesa intransigente da saúde e da vida.

#VacinaParaTodosJá

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