Em mais um fim de semana de arrombamentos, violência bancária bate recorde histórico para maio

Os dois ataques a bancos no último domingo de maio transformaram o quinto mês de 2015 no mais violento dos últimos 10 anos. Nunca, desde que o SindBancários realiza levantamento, houve 22 ações de criminosos contra agências bancárias em maio no Rio Grande do Sul. Somando os cinco primeiros meses do ano, desde 2006, foram contabilizadas 96 ações de criminosos em todo o Estado. Em 2014, foram 21 ataques a bancos em todo o Estado. Os dados são obtidos a partir do acompanhamento do SindBancários dos casos que são publicados na imprensa ou relatado por bancários para o Sindicato.

O domingo, 31 de maio, registrou arrombamentos de caixa eletrônicos do Banco do Brasil, em Camaquã, e do Banrisul, em Picada Café. Com essas duas ações, o volume de ataques a bancos chegou a 94 em todo o ano, um a menos que os primeiros cinco meses do ano de 2014. Os números assustam e são sintoma de que é preciso maior investimento em segurança. Os fins de semana e os feriadões têm concentrado ações dos criminosos. No carnaval, em fevereiro, houve oito ataques a bancos, enquanto, na Páscoa, em abril, foram registradas 13 ocorrências de ataques a bancos em todo o Estado.

“Os bancários não aguentam mais. Estamos diante de um caos. Para quem acha que arrombamento de caixa eletrônico não tem efeito sobre a saúde dos trabalhadores bancários, nunca chegou para trabalhar em seu ambiente de trabalho e viu um caixa eletrônico arrombado, destruído por explosivo ou um buraco na parede. Os trabalhadores vêm uma cena desta e ficam apavorados porque sabem que estão vulneráveis”, diz o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

A vulnerabilidade é um dos pontos-chaves desta onda de crimes contra agências. Parte deste crescimento da violência tem relação muito próxima com decisões de governo sobre investimentos em segurança pública. E, também, está relacionado à percepção das quadrilhas de que não há impedimentos para entrar numa agência bancária à noite, usar maçarico ou explosivo para arrombar um caixa eletrônico e ir embora sem que haja qualquer tipo de reação dos agentes de segurança pública.

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“Estamos diante de uma onda de crimes que está diretamente relacionada aos cortes de investimentos do governo do Estado em segurança pública. Temos notícias de viaturas que são empurradas por policiais porque não têm gasolina ou porque estão com defeito. Os agentes de segurança pública não recebem horas-extras, o que diminui o policiamento nas ruas. Os bancários, vigilantes e clientes dos bancos são expostos a tragédias diárias”, acrescenta Gimenis.

Série histórica

Se a comparação levar em conta as médias de ataques a bancos nos meses de maio de 2014 e 2015, teremos uma noção bem aproximada da tradução do medo que as ações de criminosos causam nos bancos. São 21 ataques em maio de 2014 contra 22 neste mês de 2015. Uma média de 21,5 ataques a bancos nos dois últimos meses de maio.

Esta referência é quase o dobro superior à média dos anos anteriores (2006 a 2013). A média de ataques nos oito anos anteriores a 2014 e 2015 é de 11,8 ataques por mês em maio. Tomando como referência essa comparação, temos que violência média nos dois últimos anos foi 82,2% superior, em relação aos oito anos anteriores, para os meses de maio.

Outra referência que comprova que as quadrilhas estão agindo com maior liberdade é a quantidade de ocorrências a cada espaço de tempo. Nesse sentido, temos um crescimento na comparação de abril de 2015 e maio do mesmo ano. Mesmo tendo um dia a mais, maio registrou um ataque a banco no Rio Grande do Sul a cada 34 horas, enquanto abril teve um ataque a cada 36 horas.

https://www3.sindbancarios.org.br/wp-content/uploads/2015/06/31052015rs.pdf

Fonte: Imprensa SindBancários

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