Em mais um caso de Novo Cangaço, criminosos sitiam Boqueirão do Leão no Feriado de Tiradentes a arrombam caixas eletrônicos e cofre

O Feriado de Tiradentes, o dia 21 de abril, foi de ação de criminosos no Vale do Rio Pardo. A agência do Banco do Brasil amanheceu com caixas eletrônicos explodidos e sob um trauma coletivo. Para levar o dinheiro de caixas eletrônicos da agência, os criminosos fizeram reféns em um posto de gasolina, usaram o cordão humano para isolar a região da agência bancária e fugiram. Havia apenas um policial militar de plantão na cidade para enfrentar a modalidade que mais cresce de ataque a banco que mais cresce no Rio Grande do Sul e que foi batizada pela Polícia Civil como Novo Cangaço.

Quando os criminosos explodiram durante a madrugada a agência bancária, o levantamento de ataques a bancos do SindBancários registrou a 10ª ação desta modalidade este ano. Trata-se de um crescimento de 333% em relação às três ações massivas deste tipo do mesmo período do ano passado. Com o ataque da sexta-feira, o volume de ações contra agências bancários em 2017 chegou a 49 até 21 de abril deste ano, segundo o levantamento do SindBancários em todo o Rio Grande do Sul.

Conforme a BM, os criminosos chegaram em um Ford Focus a um posto de gasolina e levaram duas pessoas como reféns. Na sequência, estacionaram o carro em frente ao banco e renderam pessoas que estavam em uma praça próxima ao estabelecimento bancário.

Testemunhas relataram que os suspeitos portavam armas de grosso calibre e deram tiros de advertência para o alto durante a ação. No banco, foram explodidos três terminais de autoatendimento e o cofre da agência bancária. A quantia de dinheiro roubada não foi confirmada.

“Já podemos dizer que estamos diante de uma epidemia de ataques a bancos executados por quadrilhas altamente organizadas. Os criminosos estão agindo a qualquer hora do dia. Agora, além de atuarem realizando cordão de isolamento e sitiando uma cidade inteira, estão usando explosivos em cofres e caixas eletrônicos de madrugada. Este ano temos um caso de novo cangaço a cada 12 dias enquanto no ano passado não chegamos a ter um por mês”, avaliou o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

Troca de tiros na fuga

Na fuga, quatro pessoas foram levadas como reféns em uma caminhonete e liberadas pouco depois. Após, houve uma troca de tiros com uma guarnição policial dos arredores, que se deslocava para Boqueirão do Leão, para prestar apoio na ocorrência. Os criminosos conseguiram escapar e policiais da região estão mobilizados em busca dos bandidos.

A cidade de Boqueirão do Leão tem pouco mais de 7 mil habitantes e apenas um policial militar estava de serviço no momento do ataque. Não há informações sobre feridos.

 Casos de novo cangaço em 2017

Abril

Dia 3: Banrisul (Mapituba). Mais de dez assaltantes arrombam cofre com explosivos, trocam tiros com BM, jogam miguelitos na pista e fogem.

Dia 8: Banco Brasil (Pouso Novo). Criminosos usam cordão humano para explodir agência em mais um caso de “novo cangaço”

Dia 21: Banco do Brasil (Boqueirão do Leão). Arrombamento de caixa eletrônico com explosivos e reféns. Caso  de “Novo Cangaço”.

Março

Dia 8: Banrisul e BB (Fontoura Xavier). Criminosos armados e treinados usam cordão humano como refém ao atacarem duas agências. Mais um caso de Novo Cangaço.

Fevereiro

Dia 1: Banco do Brasil, Banrisul e Cooperativa (Maximiliano de Almeida). Quadrilha sitia cidade para             assaltar 3 bancos. Novo Cangaço.

Dia 6: Sicredi e Banrisul (Miraguaí). Novo Cangaço. Oito assaltantes. Explosão duas agências de tarde, tiros, escudo humano, PM refém (depois libertado) e viatura da BM incendiada.

Dia 25: Banco do Brasil e Banrisul (Progresso). Roubo em caixas eletrônicos com reféns de       madrugada.

Janeiro

Dia 9: Banrisul e Sicredi (Putinga).Ataque a tarde, 15 criminosos com fuzis. Reféns, pânico na cidade. Fuga.

Dia 17: BB e Banrisul (Parobé). Grupo armado. Madrugada. Uso de explosivos, tiros contra a BM.  Roubo e fuga.

Dia 27: Banrisul (Redentora). Quadrilha com fuzis, escudos humanos. Terror. Fuga com malotes de dinheiro.

Casos de Novo Cangaço em 2016

Março

Dia 15: Banrisul (S. Teresa). Ladrões assaltam agência, fazem reféns e escudo humano, libertam e fogem.

Dia 21: Banrisul e Sicredi (S. Pedro da Serra). Assalto a banco com bancários e clientes reféns.

Abril

Dia 12: BB e Sicredi (N. Roma do Sul). Ataques em sequência. Bando armado levou dinheiro e coletes.

 

Estatística do medo do SindBancários de casos publicados na imprensa e a partir de relatos de bancários desde maio de 2016.

https://www3.sindbancarios.org.br/wp-content/uploads/2017/04/24042017.pdf

Crédito foto: Foto da prefeitura de Fontoura Xavier de um caso de sitiamento em março deste ano.

Fonte: Imprensa SindBancários, com Correio do Povo

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