Em dia de fúria, agências bancárias são alvo de quatro ataques com reféns e até blecaute no RS

Desta vez, os criminosos especialistas em ataques a bancos não resumiram seu modus operandi à invasão de agências bancárias e ao já tragicamente corriqueiro cordão humano. Sim, em dois dos quatro ataques a bancos no Rio Grande do Sul registrados nesta quinta-feira, 5/7, teve blecaute em Canguçu e um caminhão incendiado, além de ataque a lotérica. Justamente depois de um mês de junho em que houve apenas dois ataques a agências bancárias, em um caso de cordão humano ou novo cangaço, julho começou explosivo.

Apesar de junho de 2018 ter sido o sexto mês do ano com menor número de ataques a bancos desde 2006, os primeiros 186 dias de 2018 estão mais violentos do que 2017. De 1º de janeiro deste ano a 5 de julho, houve 72 ataques a bancos no RS. No mesmo período de 2017, foram registrados 63 ataques a agências bancárias no Estado. Este ano o volume de ataques a bancos cresceu 14,3%.

Se compararmos os primeiros cinco dias de julho de 2017 com o mesmo período de 2018, teremos um aumento de 300% do nível de ataques, de um para 4. E isso que registramos esses ataques antes de a maioria das agências bancários fechar, às 15h30, desta quinta-feira, 5/7. Antes da meia-noite, pode ocorrer mais.

Cordão humano

O problema é que uma modalidade de ataque a banco continua muito fortalecida e levando pânico, especialmente às cidades de pequeno porte. Nos primeiros 186 dias do ano, ou seja, de 1º de janeiro a 5 de julho, o sitiamento de cidades com uso de reféns nas ruas centrais próximas às agências bancárias manteve praticamente o mesmo volume de um ano para outro. Em 2017, houve 15 ataques nesse período, contra 14 em 2018. Um caso ou 6,7% a menos.

Para o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, o crescimento do volume de ataques a bancos em relação ao ano passado e sobretudo a manutenção dos índices de violência (com queda de apenas um caso) mostram que a segurança pública é mais um caso que mostra o fracasso do governo Sartori. “Um governo que passou quatro anos atacando empresas públicas, querendo vender Banrisul, CEEE, Sulgás e não foi buscar recursos para investir no setor público só pode ficar com a marca da insegurança bancária. Com saúde, segurança e educação, os gestores públicos não podem brincar. Têm que investir. Os bancários pagam o preço dessa irresponsabilidade com risco às suas integridades físicas e aos seus locais de trabalho”, salientou Gimenis.

Relação de ataques a bancos no Rio Grande do Sul

Julho 2018

1. Dia 05: Banco do Brasil (Canguçu). Quadrilha provocou blecaute ao explodir transformador para invadir agências e abrir caixas eletrônicos com explosivos.

2. Dia 05: Banco do Brasil (Maximiliano de Almeida). Quadrilha explode agência em tentativa de arrombamento de madrugada e incendeia caminhão.

3, 4. Dia 05: Banco do Brasil e Banrisul (Jaquirana). Quadrilha ataca duas agências bancárias e uma lotérica e usa cordão humano para fugir com dinheiro. Novo Cangaço

Abaixo, confira a lista de ataques a bancos do levantamento do SindBancários desde maio de 2006

Fonte: Imprensa SindBancários

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