Eleições para o Caref do BB: confira entrevista com Débora Fonseca

Os funcionários do Banco do Brasil tem até a quinta, 31 de janeiro, para escolher seu representante no Conselho de Administração . A candidata com o apoio do SindBancários é a bancária Débora Fonseca.

Débora já trabalhou em várias agências do BB de São Paulo, foi gerente de serviços e atualmente é assessora na Super Large Corporate, em São Paulo. Bacharel em Comunicação Social, é técnica em Gestão de Recursos, tem MBA em Gestão Bancária e Finanças Corporativas, CPA 10, CPA 20 e pós-graduação em Gestão da Inovação, Tecnologia e Conhecimento.

Na segunda, dia 28, ela esteve em Porto Alegre para apresentar seus compromissos aos colegas do banco e aproveitou para conversar com a redação do SindBancários sobre suas motivações para concorrer ao cargo e o momento de incerteza com o qual os bancários convivem. Confira:

O que lhe motiva a concorrer ao Caref?

Em toda minha vida, trabalhei em lugares que me levaram à representação dos funcionários, a ter uma ligação com o cuidar e estar perto das pessoas. Eu já vinha me qualificando, tanto que, recentemente, me formei em Recursos Humanos. Por ter trabalhado em vários locais diferentes, conheço a realidade dos funcionários.

Vejo este processo, de escolher um representante no Conselho, com muita importância. Me motiva ter a oportunidade de levar o ponto de vista dos funcionários para o Conselho de Administração.

Um novo governo está chegando, com caráter privatista.Como avalia este momento e a possibilidade de estar lá, fazendo parte do Conselho?

Estamos em um momento de indefinição. Por exemplo: os próprios cargos reservados ao Governo no Conselho de Administração estão vagos ainda (o Conselho é formado por oito membros. Dois representantes dos acionistas minoritários, um dos funcionários, três do governo, mais o presidente do Banco do Brasil e um vice-presidente).

Provavelmente, vão sair do Ministério da Economia essa indicação. Provavelmente, porque eram cargos indicados pelos Ministérios do Planejamento e da Fazenda, que não existem mais e foram englobados pelo Superministério da Economia.

Não sabemos qual será a formação, que pensamento de banco essas pessoas trarão, tanto para o conselho quanto para outros cargos estratégicos. Muitos diretores e executivos deixaram o BB e a gente não sabe como será a visão e comportamento daqueles que vão assumir.

Então, temos duas indefinições. Uma por parte do governo, que é privatista e defende um banco menos público, que pense menos na sociedade. E temos a indefinição dos gestores que estão assumindo um banco importante para a economia e à população e não sabemos especificamente que perfil vai buscar dar à instituição.

Quais projetos e compromissos está assumindo com os funcionários do Banco do Brasil?

Tenho compromissos que trago desde antes da campanha. Um pensamento em defesa do funcionário, do BB como um banco público, contra privatização e a venda de subsidiarias. Entendo que, para os funcionários, o que importa é um banco fortalecido, que ofereça oportunidades transparentes, que todo mundo possa crescer junto com o Banco do Brasil. Enfraquecer o Banco do Brasil só interessa àqueles que querem comprá-lo.

Saiba mais sobre Débora e seus compromissos

 

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