Economistas querem lockdown contra “falso dilema” entre salvar vidas e desempenho econômico

Documento publicado leva a assinatura de 1.500 economistas, incluindo vários ex-ministros, criticam ineficiência de Bolsonaro e sugerem medidas urgentes ao governo, com apoio científico

Quando banqueiros, grandes líderes empresariais, uma série de ministros da Economia em governos conservadores e de Centro-Direita no Brasil, se reúnem a cerca de 1.500 economistas prestigiados pelo mercado e exigem do governo de Bolsonaro uma urgente e drástica mudança de rumos na economia e no combate à pandemia, é porque a nação está a um passo de uma grande tragédia histórica. No documento, publicado no último fim de semana em grandes jornais do Centro do País, como o El País/Brasil, os signatários – embasados em pesquisas científicas e dados médicos atualizados e confiáveis -, analisam a gravidade do momento e apontam quadro de medidas a serem tomadas com urgência local e nacionalmente. Também abordam o espectro político e a falta de coordenação concreta do governo Bolsonaro, que até agora insiste no negacionismo e na adoção de medidas erráticas e insuficientes.

De qualquer modo, a movimentação da Avenida Paulista e dos grandes financistas nacionais não deixa de ser um sinal – forte – de que o capital brasileiro está saltando do barco furado de Bolsonaro, que a cada vez faz mais água.

Confira as medidas sugeridas no documento:

1. Acelerar o ritmo da vacinação. O maior gargalo para aumentar o ritmo da vacinação é a escassez de vacinas disponíveis. Deve-se, portanto, aumentar a oferta de vacinas de forma urgente.

2. Incentivar o uso de máscaras tanto com distribuição gratuita quanto com orientação educativa. Economistas estimaram que se os Estados Unidos tivessem adotado regras de uso de máscaras no início da pandemia poderiam ter reduzido de forma expressiva o número de óbitos. Mesmo se um usuário de máscara for infectado pelo vírus, a máscara pode reduzir a gravidade dos sintomas, pois reduz a carga viral inicial que o usuário é exposto.

3. Implementar medidas de distanciamento social no âmbito local com coordenação nacional. O termo “distanciamento social” abriga uma série de medidas distintas, que incluem a proibição de aglomeração em locais públicos, o estímulo ao trabalho a distância, o fechamento de estabelecimentos comerciais, esportivos, entre outros, e ―no limite― escolas e creches.

4. Criar mecanismo de coordenação do combate à pandemia em âmbito nacional ―preferencialmente pelo Ministério da Saúde e, na sua ausência, por consórcio de governadores―, orientada por uma comissão de cientistas e especialistas, se tornou urgente. Diretrizes nacionais são ainda mais necessárias com a escassez de vacinas e logo a necessidade de definição de grupos prioritários.

Leia, no link abaixo, a íntegra do documento:

https://brasil.elpais.com/brasil/2021-03-21/economistas-pedem-lockdown-contra-falso-dilema-entre-salvar-vidas-e-desempenho-economico.html

Fonte: El País/Brasil. Edição de Imprensa SindBancários.

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